domingo, 31 de julho de 2016

PAREI DE DAR EXPLICAÇÕES A QUEM SÓ ENTENDE O QUE QUER!

 
Não viva dando explicações para tudo o que você faz: é uma fonte de estresse desnecessário. Não há necessidade de justificar a maneira que você é para aqueles que já te julgam apenas por ser diferente, único. Quem te ama, te respeita. Portanto, evite cair na cultura “o que dirão” e proteja a sua privacidade, suas essências.

Algo que caracteriza a sociedade de hoje é que existem normas para tudo, desde a aparência física, o que se considera “biologicamente” normal, como se casar, ter filhos, etc. A pressão social e até mesmo familiar, muitas vezes nos obriga a ter que dar explicações para tudo o que fazemos (ou optamos por não fazer).

“Pratique a liberdade pessoal e a arte da assertividade. Deixe de dar explicações sobre tudo o que faze: quem te ama não precisa disso e quem não te respeita entenderá o que você quer.”

Algo importante que deveríamos começar a fazer hoje mesmo é refletir sobre o número de vezes que nos justificamos a outros. Se justificar em excesso é cair em inconsistências, sofrimento e custos desnecessários. Você é seu próprio juiz e tem direitos assertivos a dizer: “não, eu não vou te dar explicações porque não lhe diz respeito.”
Dar explicações: uma fonte de estresse

Em um interessante artigo publicado em “Pshycology Today”, nos explicam que as pessoas devem aprender a lidar com todos aqueles que se atrevem a questionar nossas “decisões de vida”.

– Como você ainda não se casou?
– Quando você vai se acalmar e encontrar um bom trabalho?
– Por que você não tem outro filho?

O mais complexo dessas situações, é que os juízes que julgam nossas decisões ou “ações” são precisamente esses parentes mais próximos, portanto, a pressão e a sensação de estresse é maior.
Razões que nos obrigam a ter que dar explicações

Para entender um pouco melhor as fontes mais comuns de sofrimento, é necessário considerar essas dimensões que todos podemos nos identificar.
Um erro comum nos qual tendemos cair é nos condicionarmos com a estressante necessidade de planejarmos nossas vidas buscando o prazer dos outros (e, especialmente, de nossas famílias).
Outro aspecto a considerar é que há aqueles que fizeram de sua vida pessoal um fórum público, onde cada ato, escolha ou pensamento deve ser dito em voz alta para encontrar aceitação. É algo que vemos muitas vezes em nossas redes sociais: Um “like” é um reforço positivo com o qual nos sentimos bem após a publicação de um pensamento ou foto.
O medo do “que as pessoas vão dizer” ainda está presente hoje. Há aqueles que veem a necessidade de justificar tudo o que fazem para não “romper” o círculo de controle sobre como agir ou quando não dar explicações.

“Aplique em sua vida a seguinte regra: faça as coisas em vez de falar sobre elas, porque quando as coisas são feitas, falam por si e não precisam de explicação.”
Nossos direitos assertivos

De acordo com um estudo realizado na Universidade de Ohio (EUA) e publicado na revista “Behavior modification”, o simples fato de desenvolver e implementar estratégias assertivas, melhora a nossa saúde e qualidade de nossas relações sociais.

Nós todos temos direitos assertivos, isto é, podemos e devemos ter nossas próprias opiniões e crenças, com direito a avaliarmos nossos sentimentos e comportamentos, e aceitá-los como válidos independente da opinião de outros.
Aprender a ser assertivo: nem sempre é útil dar explicações

Agora … Como internalizar e aplicar esses pilares em nossa realidade mais próxima? Tome nota dessas coisas:
Você tem o direito de dar ou não dar explicações: os verdadeiros responsáveis ​​por aquilo que fazemos, sentimos ou escolhemos somos nós mesmos. Se os outros nos amam e respeitam, não precisam de nossas justificativas.
Estabeleça limites diplomaticamente: quando um membro da família, por exemplo, insiste que você dê uma explicação sobre algo que não diz respeito a ele, coloque limites com cortesia e sempre use frases curtas: “É a minha decisão”, “porque eu gosto”, porque estou feliz com a minha vida. “

Assuma que, por vezes, explicações são inúteis: é algo que temos de aceitar porque existem aqueles que entendem o que querem, e muitas vezes a demanda de uma explicação já é uma crítica ou uma forma de humilhar. Aprenda a ignorar as críticas vazias e não se estresse. Evite o sofrimento desnecessário.

“Antes de dar uma explicação, pense se o que você vai dizer vai ajudar a melhorar alguma coisa, resolver ou prevenir um aspecto em particular. Se não, não se preocupe, sorria e permaneça em silêncio.”

Fonte do texto: La mente es maravillosa - Traduzido pela equipe do site O Segredo - Via: https://osegredo.com.br/2016/02/parei-de-dar-explicacoes-a-quem-so-entende-o-que-quer/

NUNCA DEIXE QUE NINGUÉM USE VOCÊ!

Nunca deixe que ninguém use você, nos dias de hoje o que você mais encontrará é gente falsa querendo te usar, querendo usar seus sentimentos, querendo usar seus pensamentos, querendo usar você, quer amar ? Ame, mais ame com cautela para não se ferir, quer rir ? Sorria, mais na medida certa para não tentarem destruir sua felicidade!!

-Mairon Brainer

OS INEVITÁVEIS (E ABENÇOADOS) PONTOS FINAIS.

Passageiros, é isso o que melhor nos define. Nenhum de nós, vivo ou morto, nasceu nesse planeta de agressivas contradições, para sermos pessoas definitivas. Mesmo que à primeira vista isso pareça beirar o exagero, o fato é que a cada dia somos apresentados a uma nova versão de nós mesmos.

Até mesmo os dias mais vazios e entediantes exercem sobre a nossa maneira de ser algum tipo de força ou sugestão. Em verdade, talvez seja exatamente a falta de assunto, atividade ou alegria que faça brotar dentro da gente um “não sei quê” de rebeldia.

E, sem rebeldia, não haverá jamais nenhuma revolução. É o desgostar de algo que nos faz ir atrás de outros sabores, texturas e cheiros. E, ainda que a próxima degustação nos traga paladares mais ácidos ou amargos, que venham as experiências desconhecidas; que venham os tombos para nos sangrar os joelhos; que venha a luz forte para nos ofuscar a visão; ou a escuridão para nos fazer o peito palpitar de medo, susto ou prazer.

Ninguém pode sentir prazer em histórias terminadas por reticências, toda vez. Que haja algumas reticências, tudo bem. Elas são uma pausa, ou licença necessária para o que ainda não foi revelado, ou para aquilo que ainda não está pronto para o fim.

No entanto, reticências excessivas têm o perigoso efeito colateral de nos fazer acreditar que pode haver algo de romântico ou suave na indecisão. Viver na indecisão dos dias torna-nos seres acostumados com uma vida em suspenso. O ar fica parado; ninguém respira; ninguém pisca; ninguém vive.

Viver, pressupõe acolher corajosamente algumas pequenas mortes. Morremos um pouco cada vez que fazemos tornar possível algo que parecia ser inatingível. Morremos um pouco a cada orgasmo. Morremos um pouco a cada sonho desfeito. Morremos um pouco a cada partida, nossa ou do outro. Morremos um pouco todas as vezes que desistimos de algo sem ter tentado.

Tentar; arriscar; desafiar são coisas muito mais fortes e importantes do que acertar ou errar. Erros e acertos podem estar vinculados a árduos processos de empoderamento e luta. Mas, também podem ser presentes do acaso. Há sucessos e fracassos que vêm espontaneamente ao nosso encontro.

Entretanto não há tentativa, risco ou desafio que possa nos transpassar com sua força transformadora, se não estivermos dispostos e disponíveis a deixá-los nos arrebatar.

E, uma vez arrebatados pela avassaladora inquietação do desconhecido, da página em branco, do próximo capítulo, aprenderemos a forjar no traço empunhado por nossas mãos (tão provisórias), os definitivos e necessários pontos finais.

É bem verdade que vivemos assustados pelos términos de tudo. O fim nos deixa sobressaltados e, ao mesmo tempo, nos mantém cativos numa espécie de visgo em nome de uma segurança qualquer que nos proteja e nos salve de enfrentar a perda.

Porém. Ahhhh sempre haverá, mesmo na mais inofensiva de nossas escolhas, um “porém”. Porque ao escolhermos seguir em frente, em busca do que ainda não compreendemos, deixamos para trás o que nos é familiarmente acomodado ao colo. E porque, ao escolhermos a permanência morna daquilo que já nos é tão íntimo, abrimos mão do salto, do frio na barriga e do que não temos como prever. Então, para que sejamos dignos de uma vida menos medíocre, apertemos a ponta da pena mergulhada em tinta e calquemos, de peito aberto, os inevitáveis e abençoados pontos finais. Afinal, sem eles não haverá próximas histórias para nenhum de nós, porque elas ficarão invisíveis entre os espaços em branco, deixados pelos pontos finais que não fomos capazes de determinar.

Fonte do texto: https://osegredo.com.br/2016/02/os-inevitaveis-e-abencoados-pontos-finais/

sábado, 30 de julho de 2016

O JEITO DE COMEÇAR É DEIXAR DE FALAR E COMEÇAR A FAZER!

É muito fácil falar, mas nem tanto fazer. É um assunto que ouvimos de dezenas de amigos e familiares.

Todos têm algo na vida que gostariam de começar, um sonho para realizar e alguma tarefa para iniciar, mas sempre ficamos nas palavras e os projetos nunca começam.

Portanto, é muito importante que tudo aquilo que você sonha fazer não fique apenas no papel.

Se de verdade você tem um projeto na sua vida, que você almeja ver realizado a qualquer custo, nunca o deixe quieto, nem permita que se detenha, porque no fim cairá ao vento e será apenas uma frustração a mais que fará um calo na sua alma, na sua psique e no seu coração.
As palavras são levadas pelo vento

As palavras são levadas pelo vento. Você pode dizer várias vezes que irá realizar o grande projeto da sua vida, mas se você nada fizer, se não agir, jamais o verá realizado. É preciso uma ação para que os seus planos ganhem vida.

O sacrifício daqueles que conseguem se arriscar e não ficar no constante falatório é o único que no fim das contas tem um recompensa. E não pense que por ser um caminho árduo, não valha a pena. Durante todo o trajeto você alcançará pequenas metas que o encherão de satisfação até a grande conquista final. Não fique parado, olhando para o infinito, falando e esperando que tudo aconteça sozinho, porque isso é algo que não acontece.
“Aja em vez de suplicar. Sacrifique-se sem esperar glória ou recompensa. Se você quer conhecer os milagres, faça-os você antes. Só assim o seu peculiar destino se cumprirá.”
-Ludwig van Beethoven-

Quem não age não se engana, mas também não ganha

Todos aqueles que ficam falando sobre grandes projetos sem nunca fazer nada, quietos na sua própria desgraça e imobilidade, são os que jamais se enganarão, mas também não triunfarão. Porque nada chega por acaso, tudo requer esforço.

Mesmo grandes gênios como Isaac Newton fizeram suas enormes descobertas e contribuições à ciência quase que por acaso, não foi porque ficaram quietos. Eles falaram, mas também trabalharam, postularam e se arriscaram. Estavam preparados. Portanto, mesmo que o sucesso chegasse quando menos esperavam, eles souberam vê-lo, aproveitá-lo e difundi-lo. Talvez para outra pessoa tivesse passado diante dos olhos e não tivesse sido capaz de enxergá-lo.

Começar sem se arrepender

Quando alguém decide começar alguma coisa, pode haver algum momento em que sinta arrependimento. Esses momentos difíceis nos quais talvez tivesse preferido não fazer nada para evitar errar e sofrer. Contudo, as recompensas dos valentes são muito maiores que as do covarde.

Acontece que a falta de ação e a imobilidade não têm prêmio algum além do medo.Viver sempre encolhido, fugindo de tudo que for grande, não atrai em absoluto a grandeza, a felicidade e o orgulho de ter alcançado o seu objetivo.
“Mais vale agir se expondo a se arrepender, que se arrepender de não ter feito nada.”
-Giovanni Boccaccio-

Finalmente, o arrependimento de não ter feito nada é muito maior do que o de ter se enganado. Você sempre terá a certeza de ter tentado. Você colocou tudo de si para alcançar um benefício, uma ação, um objetivo. Do contrário, constantemente você será abordado pela dúvida do que poderia ter sido e não foi.

Nunca fique parado antes de começar. Não permita que um dia você chegue à conclusão de que você só fala das suas grandes ideias, mas não põe em prática nenhuma delas, porque você irá se sentir enormemente frustrado e triste. Não permita que o medo paralise seus músculos e que você não possa desfrutar a vida em toda a sua magnitude.

Pense que a oportunidade está diante de você, na frente dos seus próprios olhos. Contudo, é um terreno reservado a aqueles que se atrevem a tudo. Aos que agem, começam seus projetos e não ficam falando do que poderia ter sido e não foi porque jamais tiveram a ousadia de começar.

Nesta vida é importante ser corajoso. Para ver os seus sonhos realizados você precisa começar, não falar. Não ouça aqueles que disserem que é melhor estar parado. Seja valente e corra atrás daquilo que você deseja, porque só assim você terá uma vida plena e feliz.

Fonte do texto: https://osegredo.com.br/2016/02/o-jeito-de-comecar-e-deixar-de-falar-e-comecar-a-fazer/

O Paradoxo do nosso Tempo - por George Carlin

 Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver. Adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não nosso próprio. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos. Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; excesso de reuniões e relações vazias. Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas".

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa. Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer "eu te amo" à sua companheira (o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, Ame... AME MUITO. Um beijo e um abraço curam a dor, quando vem de lá de dentro. O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas AMAR tudo que você tem !!!

Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado."

-George Carlin

QUAL O PREÇO A SE PAGAR POR SER VOCÊ MESMA?

Vivemos numa sociedade de cobranças, onde a todo instante nos é exigido um determinado comportamento e postura, você tem que ser boa/bom em tudo que faz – seja como filha(o), irmã(o), estudante, profissional, namorada(o), esposa(o), mãe/pai, amiga(o), neta(o), enfim, em tudo.

Você é exposto a essa situação ainda quando está no ventre de sua mãe, e que seus pais começam a dizer – “minha/meu filha (o) será assim”, “fará isso”, “estudará o que eu decidir”, frequentará a religião que eu permitir”, “casará com”, e por aí vai. Dessa maneira vamos crescendo, assumindo para nossa vida, objetivos pré-estabelecidos com a obrigação de agradar sempre a alguém, de fazer o outro feliz.

Aí eu pergunto – e nessa de agradar o outro, onde eu fico? O que eu quero para minha vida? Isso me faz feliz? O que eu preciso para ser feliz? Afinal, o que é felicidade?

Eu sempre me questionei muito sobre essas coisas, nunca me conformei em fazer algo apenas para constar, tinha que ser sincero, algo que me satisfizesse primeiramente, e consequentemente, os outros.

Na minha cabeça, eu não precisava – paparicar ou elogiar só para agradar, dizer sim quando queria dizer não, trabalhar em algo que não me desse prazer, ou está em ambientes e na companhia de pessoas que violentassem de alguma forma os meus princípios. Não precisava aceitar tudo como as outras pessoas pareciam aceitar, eu poderia pensar e decidir sobre minha própria vida, e isso fez com que eu ganhasse um título de “pessoa difícil de conviver”.

Por um bom tempo, esse título me incomodou e cheguei a examinar o meu comportamento, será que eu não estava sendo intolerante demais, ou tinha estendido o período de rebeldia começado na fase da adolescência? Então, tentei fazer o inverso, deixar de ser eu mesma, e tentar apenas agradar aos outros. Advinha o que aconteceu? Não aconteceu, né? Não sou atriz e nunca fui boa nesse lance de representar papéis, ou seja, deu mais problema.

De um lado eu tinha uma exigência que me sufocava, porque de certo que para satisfazer as expectativas alheias você acaba por sacrificar as suas, haja vista que cada indivíduo tem as suas próprias expectativas. E de outro lado, eu poderia ser eu mesma, levando em consideração as minhas características pessoais, crenças, convicções, princípios, valores e uma maneira diferente de perceber o mundo, como tantas outras pessoas.

Pensei então o que me deixava feliz? E escolhi fazer as pazes comigo mesma, respeitando meu jeito de ser, entendendo que “ser difícil de conviver” é um preço a se pagar por ser você mesma, e como já dizia o grande filósofo Friedrich Nietzsche “Nunca é alto o preço a pagar pelo privilégio de pertencer a si mesmo”.

Fonte do texto: escrito por Raquele Carvalho - via: https://osegredo.com.br/2016/02/qual-o-preco-a-se-pagar-por-ser-voce-mesma/

6 DIFERENÇAS ENTRE RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE...


Dizer às pessoas que você é espiritual, mas não religioso é muitas vezes pode causar confusão. As pessoas tendem a pensar em espiritualidade como algo muito estranho e misterioso.

Na verdade a espiritualidade é talvez a coisa mais natural que existe, é simplesmente seu próprio consciente reconhecendo que você é mais do que apenas um corpo, mas uma alma com um potencial infinito.

Para simplificar, aqui está uma pequena lista de coisas que ajudam a destacar as diferenças entre religião e espiritualidade.

1. Não há regras para a espiritualidade

Ao contrário de seguir uma ideologia específica ou um conjunto de regras, a espiritualidade simplesmente permite que você siga o seu coração, ela te incentiva a ouvir a sua intuição e fazer o que é certo para si e para os outros ao seu redor. Ela verdadeiramente liberta-o para ser o melhor que podem ser, e uma boa pessoa com nenhuma promessa de recompensa ou punição. A recompensa é simplesmente a sua própria felicidade interior.

2. Espiritualidade é baseada somente no amor e não no medo

Há muito na religião medo. O medo das conseqüências de suas ações, o medo do que poderia acontecer depois de morrer se você não viver a sua vida em conformidade. Bem, com a espiritualidade só há amor, ela incentiva você a concentrar toda a sua energia apenas no bom, e agir apenas com base no amor. Considera que as decisões feitas por amor irão capacitá-lo, torná-lo mais corajoso e alimentar sua alma. Ela mostra como ficar de pé apesar de ter medo, como mover-se em fazer o que você acha certo, apesar das consequências que podem vir.


3. Religião lhe diz a verdade – Espiritualidade permite que você descubra-a

Em oposição a dizer-lhe em preto e branco como o universo foi criado e por que estamos aqui, a Espiritualidade permite descobrir estas perguntas e respostas para si mesmo. Ela te habilita a encontrar sua própria verdade em todas as coisas e não estabelece limites para o quão profundo você pode ir em compreender tudo que há para saber.

4. Religião separa, Espiritualidade une

Em nosso mundo há muitas religiões e todas elas pregam que a sua história é a certa. Espiritualidade vê a verdade em todas elas e as une, porque a verdade é a mesma para todos nós, apesar de nossas diferenças e singularidades. Centra-se na qualidade da mensagem divina que compartilham e não nas diferenças de detalhes.

5. A diferença entre Karma e Punição

Em vez de falar sobre punição ou ameaça ao inferno, a Espiritualidade só fala sobre Karma. É a Lei da Atração, você recebe o que dá. Simples.

6. Caminhe em seu próprio caminho

Em vez de antigas histórias sobre anjos e Deuses, a espiritualidade te incentiva a fazer o seu próprio caminho e criar suas próprias histórias. Isto o coloca em uma jornada de esclarecimento e autodescoberta, na qual os únicos limites podem ser definidos por si mesmo. Ela incentiva você a confiar em seu coração e segui-lo onde quer que ele levá-lo.

Se você olhar para a religião, tudo decorre de uma profunda espiritualidade. Jesus e Maomé, por exemplo, tinham profundas jornadas espirituais antes de embarcarem em suas próprias viagens.
Espiritualidade lembra-nos que não estamos separados, não há fronteiras, não há raças e não há divisões culturais. A verdade é que somos todos um e que a única constante é o Amor. 

Fonte do texto: https://osegredo.com.br/2016/02/6-diferencas-entre-religiao-e-espiritualidade/

15 FRASES QUE TE FARÃO PENSAR SOBRE A VIDA...


Há grandes comunicadores que conseguiram moldar os pensamentos e a vida de uma maneira maravilhosa.

Com este artigo quero trazer algumas das frases mais incríveis das grandes melhores mentes da humanidade:

1. “Ama como pode, ama a quem puder, ama tudo o que puder. Não se preocupe com o propósito de seu amor. “Amado Nervo (1870-1919). Poeta, romancista e ensaísta mexicano

2. “O amor é invisível, entra e sai por onde quiser sem que ninguém o chame para prestar contas de seus atos.” Miguel de Cervantes (1547-1616). Romancista, poeta e dramaturgo espanhol.

3. “O amor verdadeiro não é conhecido pelo que exige, mas pelo que oferece.” Jacinto Benavente (1866-1954). Dramaturgo espanhol.

4. “Talvez estejamos no mundo para encontrarmos o amor, encontrarmos e perdermos, uma e outra vez. Com cada amor nós renascemos, e cada amor que termina abre uma ferida. Estou cheia de cicatrizes orgulhosas.”Isabel Allende (1942). Escritor chileno.

5. “Desaprender a maioria das coisas que nos ensinaram é mais importante do que aprender.” Eduard Punset. Escritor espanhol e divulgador.

6. “Às vezes podemos passar anos sem viver aboslutamente, e de repente toda a nossa vida se concentra em um único momento.” Oscar Wilde (1854-1900) Escritor, poeta e dramaturgo irlandês.

7. “A melhor maneira de se livrar da tentação é cair nela.” Oscar Wilde (1854-1900) Escritor, poeta e dramaturgo irlandês.

8. “A beleza não olha, só é vista.” Albert Einstein (1879-1955) cientista alemão.

9. “Fraqueza da atitude transforma-se em fraqueza de caráter.” Albert Einstein (1879-1955) cientista alemão.

10. “Você pode fazer qualquer coisa, mas não tudo.” David Allen. Instrutor americano.

11. “A perfeição é atingida não quando não há mais nada a acrescentar, mas quando não há mais nada para tirar.” Antoine de Saint-Exupery (1900-1944) escritor e aviador francês.

12. “Rir de nossos erros pode prolongar a vida. Rir de outra pessoa pode encurtá-la. “Cullen Hightower (1923-2008) US político.

13. “Para o homem que só tem um martelo, tudo o que encontra se parece com um prego.” Abraham Maslow (1908- 1970) psicólogo americano.

14. “Cuidado com seus pensamentos, eles se tornam palavras. Cuidado com suas palavras, elas se tornam ações. Cuidado com suas ações, elas se tornam hábitos. Cuidado com seus hábitos, eles se tornam caráter. Cuidado com seu caráter, ele se torna o seu destino” Lao-tzu.. Filósofo chinês.

15. “O homem mais rico não é aquele que tem mais, mas o que precisa de menos.” 

-Autor Desconhecido

Fonte do texto: La mente es maravillosa - Traduzido pela equipe do site O Segredo - Via: https://osegredo.com.br/2015/06/15-frases-que-te-farao-pensar-sobre-a-vida/

sexta-feira, 29 de julho de 2016

LIVRE-ARBÍTRIO...

Você já ouviu, alguma vez, falar de livre-arbítrio? 

Livre-arbítrio quer dizer livre escolha, livre opção. 

Em todas as situações da vida, sempre temos duas ou mais possibilidades para escolher. 

E a cada momento a vida nos exige decisão. 

Sempre temos que optar entre uma ou outra atitude. 

Desde que abrimos os olhos, pela manhã, estamos optando entre uma atitude ou outra. 

Ao ouvir o despertador podemos escolher entre abrir a boca para lamentar por não ser nosso dia de folga ou para agradecer a Deus por mais um dia de Oportunidades. 

Ao encontrarmos o nosso familiar que acaba de se levantar, podemos escolher entre resmungar qualquer coisa, ficar calado, ou desejar, do fundo da alma, um bom dia. 

Quando chegamos ao local de trabalho, podemos optar entre ficar de bem com todos ou buscar o isolamento, ou, ainda, contaminar o ambiente com mau humor. 

Conta um médico que trata de pacientes com câncer, que as atitudes das pessoas variam muito, mesmo em situações parecidas. 

Diz ele que duas de suas pacientes, quase da mesma idade, tiveram que tirar um seio por causa da doença. 

Uma delas ficou feliz por continuar viva e poder brincar com os netos, a outra optou por lamentar pelo seio que havia perdido, embora também tivesse os netos para curtir. 

Quando alguém o ofende, você pode escolher entre revidar, calar-se ou oferecer o tratamento oposto. 

A decisão sempre é sua. 

O que vale ressaltar é que todas as ações terão uma reação correspondente, como conseqüência.

E essa reação é de nossa total responsabilidade. 

E isso deve ser ensinado aos filhos desde cedo. 

Caso a criança escolha agredir seu colega e leve uns arranhões, deverá saber que isso é resultado da sua ação e, por conseguinte, de sua inteira responsabilidade. 

Tudo na vida está sujeito a lei de causa e efeito, para uma ação positiva, um efeito positivo, para uma ação infeliz, o resultado correspondente. 

Se você chega no trabalho bem humorado, alegre, radiante, e encontra seu colega de mau humor, você pode decidir entre sintonizar na faixa dele ou fazer com que ele se sintonize na sua. 

Você tem ainda outra possibilidade e escolha: ficar na sua. 

Todavia, da sua escolha dependerá o resto do dia. 

E os resultados lhe pertencem. 

Jesus ensinou que a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória. 

Pois bem, nós estamos semeando e colhendo o tempo todo. 

Se semeamos sementes de flores, colheremos flores, se plantarmos espinheiros, colheremos espinhos. 

Não há outra saída. 

Mas o que importa, mesmo, é saber que a opção é nossa. Somos livres para escolher, antes de semear. 

Aí é que está a justiça Divina. 

Mesmo as semeaduras que demoram bastante tempo para germinar, um dia darão seus frutos. São aqueles atos praticados no anonimato, na surdina, que aparentemente ficam impunes. 

Um dia, eles aparecerão e reclamarão colheita. 

Igualmente os atos de renúncia, de tolerância, de benevolência, que tantas vezes parecem não dar resultados, um dia florescerão e darão bons frutos e perfume. 

É só deixar nas mãos do jardineiro Divino, a quem chamamos de Criador. 

Pensem nisso! 

-Autor Desconhecido

USE O CÉREBRO ANTES DE USAR A LÍNGUA!

Mais do que falar, devemos saber o que, quando e com quem falar, caso contrário, as palavras soarão nada mais do que como um nada ofensivo.

***
A sabedoria popular já nos aconselha que a palavra é prata e o silêncio é ouro, não à toa. Saber o momento certo para nos expressarmos, bem como usando as palavras mais adequadas, é uma das melhores formas de não entrarmos em discussões desnecessárias e de evitarmos magoar as pessoas. Além disso, o fato de termos uma opinião formada não quer dizer que estamos certos.

A comunicação humana realmente é muito complexa, pois envolve pontos de vista distintos, às vezes semelhantes, muitas vezes dissonantes. Cada um de nós possui as próprias formas de pensar e de sentir as coisas, pois cada pessoa passa por lugares diferentes, vem de onde o outro nem imagina, passa por situações que moldaram sua visão de mundo de forma singular.

Por isso é que não devemos esperar que o outro tenha as mesmas reações que as nossas ou se comporte conforme aquilo que esperamos. Por isso é que não podemos achar que sabemos exatamente o que o outro precisa ouvir naquele momento, que estaremos o ajudando quando opinarmos ou darmos conselhos. Muitas vezes, não queremos ouvir nada de ninguém, nem estamos prontos para receber alguma coisa – queremos paz e silêncio.

É preciso perceber que existem momentos em que não adianta tentar conversar, tampouco seremos ouvidos. Da mesma forma, devemos ter noção do nosso grau de intimidade com a pessoa a quem queremos expressar nossas opiniões, pois estaremos sendo invasivos, indelicados e desagradáveis, caso não sejamos próximos o bastante. Afinal, quem somos nós, para falar o que quisermos para quem quisermos?

E, mesmo que se trate de alguém com quem tenhamos uma relação forte e constituída, não podemos supor que possuímos um passe livre para adentrar na vida dele quando e como quisermos. Com amigos, familiares e parceiros, temos ainda uma obrigação maior de saber até onde podemos ir, com quais palavras devemos entrar e o momento certo de agir e de falar.

Ninguém é obrigado a ouvir o que não quiser, a não ser em situações específicas, como nas orientações no trabalho, nas correções que os pais fazem, na escola. Mesmo assim, a maneira como as coisas são ditas fazem toda a diferença na receptividade do ouvinte. Grosseria são automaticamente repelidas por quem as recebe e, na maioria das vezes, devolvidas no mesmo ritmo ofensivo.

É preciso, portanto, muita ponderação e discernimento no trato com as pessoas, principalmente quando elas estão passando por situações difíceis e desagradáveis, pois nem sempre estarão abertas ao diálogo. Mais do que falar, devemos saber o que, quando e com quem falar, caso contrário, as palavras soarão nada mais do que como um nada ofensivo. Preferível, no caso, um silêncio confortador.

Fonte: escrito por Marcel Camargo no site: https://osegredo.com.br/2016/05/que-sua-fala-seja-melhor-do-que-o-seu-silencio/

quinta-feira, 28 de julho de 2016

CUIDE DE SEUS ACHADOS E ESQUEÇA OS SEUS PERDIDOS!

“Valorizar os ganhos e aprender com as perdas, no sentido de reconstruirmos o nosso caminho, mesmo que às duras penas, eternizará em nossas lembranças tudo aquilo que deverá ser o alicerce de nossos pensamentos e ações enquanto estivermos dispostos a encontrar a felicidade.”

***
Viver implica inevitáveis perdas e ganhos, tendo ambos uma importância extrema ao nosso amadurecimento pessoal. No entanto, é muito difícil aprendermos a lidar com os aspectos negativos e que incomodam o nosso caminho, pois eles parecem se fixar em nossas memórias de forma indelével, perseguindo-nos enquanto vivermos. E, enquanto não conseguirmos digerir os obstáculos com lucidez e maturidade, não estaremos preparados para sorver todo o prazer inerente aos aspectos positivos que nos circundam diariamente.

Teimamos em nos prender ao que se foi, ao que já não tem mais razão de ser, ao que poderia ter sido e, enquanto isso, a vida passa lá fora, com todas as novas oportunidades que sempre traz consigo, muitas delas nos estendendo as mãos inutilmente. Sem que nos desapeguemos daquilo que já cheira a mofo, é impossível que abracemos o novinho em folha. Caso fiquemos lamentando aquilo que não deu certo, não teremos forças para fazer algo dar certo. Lágrimas excessivas acabam cegando nossos sentidos, enganando nossa percepção de mundo, retirando todo o colorido da vida de nosso olhar.

Existem tragédias cujas consequências são por demais dolorosas e inevitavelmente nos marcarão tão fundo, que jamais seremos os mesmos após o ocorrido, como, por exemplo, a perda de um filho, um acidente que nos limita fisicamente, um fenômeno natural que destrói tudo o que lutamos para obter. São os divisores de água que demarcam o antes e o depois em nossas vidas, são os alarmes necessários a que acordemos frente à finitude da vida, à pequenez de cada um de nós diante da força do universo, à insensatez do acúmulo de bens em desfavor do sentir e do compartilhar.

Para que possamos passar por tudo o que a vida nos reserva, no melhor e no pior, sem nos perdermos em meio a uma noite eterna, vale nos prepararmos enquanto há luz do dia. Nos momentos de calmaria, é preciso aproveitar os momentos, desfrutando-os junto com amigos e familiares, cultivando nossos relacionamentos com as pessoas que serão nosso arrimo, nosso porto-seguro, sempre que precisarmos. Vale acolhermos com amabilidade a todos que convivem conosco, pois a ajuda muitas vezes vem exatamente de quem menos esperávamos, de alguém em quem nem prestávamos atenção.

Temos que nos permitir sermos eternos aprendizes, a estarmos inacabados, em formação, abertos à reorganização dos pensamentos, à desestruturação de paradigmas, ao enfrentamento de verdades. É necessário criar uma consciência elástica, flexível frente às mudanças que abalarão tudo o que pensávamos saber a respeito das coisas, das pessoas, dos sentimentos. Compreender a própria finitude e a certeza de que nada nesta vida é certo nos ajudará a atravessarmos a nossa lida com mais sobriedade, segurança e capacidade de nos reinventarmos a cada abalo sísmico de nossos sentidos.

Valorizar os ganhos e aprender com as perdas, no sentido de reconstruirmos o nosso caminho, mesmo que às duras penas, eternizará em nossas lembranças tudo aquilo que deverá ser o alicerce de nossos pensamentos e ações enquanto estivermos dispostos a encontrar a felicidade. E sabermos que essa felicidade é um caminho de busca nem sempre prazeroso determinará, enfim, a qualidade de nossa vida junto de quem nos provoca sorrisos sinceros, pois, tendo conhecido a escuridão, os caminhos de luz serão ainda mais mágicos e especiais.

Fonte do texto: escrito por Marcel Camargo -via: https://osegredo.com.br/2016/01/cuide-de-seus-achados-e-esqueca-os-seus-perdidos/

A COMUNICAÇÃO VAI ALÉM DAS PALAVRAS...

Empatizar com uma pessoa envolve se abster de qualquer julgamento pessoal da situação, deixar de lado a memória pessoal dos eventos e a reação emocional particular a eles, da concepção pessoal das características e objetivos da pessoa e até da concepção pessoal a seu próprio respeito (Sarah Hodges e Daniel Wagner-psicólogos).

Em fevereiro de 2011, saiu na revista Galileu (revistagalileu.globo.com/Revista/…/0,,EMI212919-17770,00-CAES+SE…) uma matéria falando sobre os cachorros e a empatia. Segundo a matéria, pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazr, em Portugal, constataram que os cachorros parecem sentir empatia pelas emoções humanas, afirmando que os animais usados em terapias poderiam até adquirir as emoções de seus donos. Segue um trecho:

De acordo com o estudo, os animais não copiam simplesmente as emoções que estão ao seu redor. Cães podem ficar chateados como uma criança quando criados em um ambiente familiar com brigas. E podem pedir por ajuda no caso de emergências, o que sugere certo grau de percepção e empatia. […] A evolução e a domesticação teriam feito com que os cachorros conseguissem sincronizar suas emoções às humanas. Outro motivo seria a seleção artificial, que buscou animais cada vez mais inteligentes – e provavelmente capazes de “entender” melhor as pessoas.

Será que você já reparou como os cachorros têm a capacidade de persuasão sem emitir uma única palavra? Eles não falam, mas se comunicam conosco o tempo todo. E acredito que, na maioria das vezes, senão em 100% delas, eles são entendidos. Impressionante isso, não?

E você já se deu conta de como os animais conseguem perceber o que estamos sentindo? Quantas vezes, quando nos sentimos um pouco tristes ou melancólicos, eles se aproximam e deitam-se ao nosso lado? A sensação é como se eles conseguissem entrar na nossa alma, e conseguem, pois os cães são empáticos nesse sentido. Embora somente o homem tenha realmente a capacidade de entender o processo empático de perceber o outro, de se colocar no lugar dele e ajudá-lo, como somos seres racionais, utilizamos a racionalidade para impedir que esse processo aconteça naturalmente, da forma como está escrito. Pois nesse processo, que escrito parece simples, colocamos nossos preconceitos, julgamentos, emoções.

Segundo Arthur P. Ciaramicoli e Katherine Ketcham, autores do livro “O poder da empatia”, toda experiência inspirada pela empatia começa, necessariamente, com a lembrança de que nossas percepções são limitadas por nossas experiências e nossas interpretações dessas experiências. Por termos essa capacidade de qualificar o que sentimos, criamos amarras e nos aprisionamos nas nossas próprias emoções.

Logo, se a empatia pressupõe o não julgamento, os cachorros estão mais avançados do que nós, seres humanos. A empatia acontece sem palavras, por meio do olhar, de um movimento, de um latido, de uma lambida.

Segundo Daniel Goleman (1995), a empatia requer, no mínimo, a capacidade de ler as emoções de outra pessoa. Num nível mais elevado, implica em aperceber-se, reagir às preocupações e sentimentos não-verbalizados de alguém. No nível mais alto, ter empatia é compreender as questões e preocupações que ficam por detrás do sentimento de alguém. E uma dica valiosa para conseguirmos nos conectar com o sentimento do outro, nada melhor que primeiro nos conectarmos com nós mesmos, através do autoconhecimento.

Esta é a chave para conhecer o terreno emocional do outro e nos tornarmos verdadeiramente empáticos. No momento em que você está conectado com o outro, de fato, acontece algo interessante em termos fisiológicos – seu próprio corpo imita o outro quando se sintonizam com os sentimentos dele –, sintonia empática. Pode ocorrer também uma sintonia nos batimentos cardíacos. Essa interação denomina-se “entrosamento”. Essa sintonia intensa exige que deixemos de lado nossa própria programação emocional para podermos receber claramente os sinais da outra pessoa, para que possamos fazer um Rapport. Segundo Anthony Robbins:

Rapport é a capacidade de entrar no mundo de alguém, fazê-lo sentir que você o entende e que vocês têm um forte laço em comum. É a capacidade de ir totalmente do seu mapa do mundo para o mapa do mundo dele. É a essência da comunicação bem-sucedida.

Esse entrosamento espontâneo ocorre também quando duas pessoas começam a conversar e seus movimentos e posturas, tonalidade vocal, velocidade da fala e até mesmo a duração das pausas entre a fala de uma e de outra estão em sintonia, em harmonia.

Quando assumimos o ritmo, a postura, a expressão facial do outro, começamos a nos situar em seu espaço emocional. Sentimos também uma sintonia emocional. Nosso sistema nervoso fica preparado automaticamente para entrar nessa empatia emocional. No entanto, a maneira como utilizamos essa capacidade é, em grande parte, uma aptidão adquirida, que depende da motivação.

Nunca podemos dizer que “a temos” em todos os nossos relacionamentos, pois sempre precisamos buscá-la. Por isso, a observação de como os cachorros se comunicam e o que eles conseguem com isso é um bom exercício para desenvolver a capacidade de ter empatia, que está presente na arte de influenciar, na comunicação, na liderança, na persuasão, na inteligência emocional e social, resumindo, nos relacionamentos. Lembrando, claro, que cada interação é diferente, cada momento é um novo momento, todo relacionamento é único. Afinal, a empatia é um processo interativo, que exige de você muito mais do que técnicas, exige estar presente, exige alma.

Fonte: escrito por Ana Matos no site O Segredo - https://osegredo.com.br/2016/01/a-comunicacao-vai-alem-das-palavras/

OS 10 PENSAMENTOS DIÁRIOS DE UM VERDADEIRO ANSIOSO:

Um dos sintomas mais aborrecidos que uma pessoa ansiosa sente é ter que lidar com pensamentos que se transformam em preocupações constantes.

Por vezes estes pensamentos justificam-se, como por exemplo “Será que apaguei o forno?” ou “Será que tranquei a porta do carro?”, mas em pouco tempo transformam-se em pensamentos infundados como “Será que o meu chefe me odeia?” ou “Será que eu disse algo de errado?”, etc.

Conheça agora uma lista com alguns dos pensamentos mais stressantes que se precipitam na mente de um ansioso ao longo do dia:

1. Dizer algo que possa ofender alguém
– Será que disse algo de errado?
– Apesar de ser cuidadoso para não ofender ninguém, será que disse algo mais ofensivo?

Um ansioso muitas vezes pensa que o que ele diz ou faz pode tornar os outros desconfortáveis.

2. Ficar preso nos transportes públicos

Quando o comboio ou o metro pára a meio da viagem e os passageiros não têm qualquer informação acerca do motivo, um ansioso vai-se assustar e vai querer sair para apanhar um táxi, apesar de saber que irá pagar muito mais e que a viagem poderá demorar o mesmo tempo.

3. Preocupar-se por chegar a horas a algum lugar

– A que horas tenho de sair para chegar onde vou?
– Como está o trânsito à hora que tenho de sair para o trabalho ou para a consulta com o médico?
– Será que vou conseguir arranjar estacionamento facilmente?

A pessoa ansiosa repassa mentalmente o seu itinerário várias vezes ao dia.

4. Receio de que algo lhe corra mal

– Estou sempre com medo de que algo de mal aconteça.
– Se discutir com o meu marido tenho medo que ele me expulse de casa.

As pessoas ansiosas avaliam as consequências dos seus atos.

5. Esquecer-se de fazer algo importante
Num dia “bom” um ansioso sairá da sua casa sem ter que verificar as chaves de casa três vezes ou assegurar-se que a luz da cozinha ficou apagada. Nos dias bons até consegue controlar este seus pensamentos mas nos dias maus não deixará de pensar no que aconteceria se deixasse a porta aberta ou a luz acesa.

6. Não ser capaz de controlar o que está a acontecer agora ou no futuro
A cada minuto do dia o ansioso preocupa-se com o que está a acontecer, algo que aconteceu recentemente, ou algo que pode acontecer nos próximos momentos, mais tarde hoje ou no futuro.

7. Perguntar aos seus entes mais próximos se estão chateados
– Porque levaste tanto tempo a responder à minha mensagem?
– Tens raiva de mim?

Um ansioso quer que o aceitem o tempo todo.

8. Cometer um erro no trabalho que possa resultar num julgamento de valor sobre si
– Por engano, enviei um e-mail para a minha chefe que era para enviar à minha namorada.

Essa ação bem pode representar para o ansioso, um dia inteiro de incertezas.

9. Ver-se como alguém “pouco inteligente” num encontro social
– Estão a rir-se de mim?
– Acham que isto é engraçado?
– É melhor não comentar!

São questões que inundam a cabeça de um ansioso numa reunião de cariz social

10. Sentir ansiedade por estar ansioso
– Porque estou tão ansioso?

A maior ansiedade, geralmente, é acerca de ter um transtorno de ansiedade. A pessoa sabe que não tem razão nenhuma para estar preocupada e que na sua vida tudo corre bem mas mesmo assim vive em alerta constante e é precisamente isso que faz com que o ciclo recomece novamente. 


Fonte: Infobae - via: https://osegredo.com.br/2016/01/10-pensamentos-que-um-verdadeiro-ansioso-tem-todos-os-dias/

quarta-feira, 27 de julho de 2016

TODAS AS EMOÇÕES NEGATIVAS SE BASEIAM NA IGNORÂNCIA!

Nós, seres humanos, nos ocupamos com a busca da felicidade e a cessação do sofrimento mais do que com qualquer outra atividade, profissão ou lazer, empregando inúmeros métodos e objetos. É para isso que temos elevadores, laptops, pilhas recarregáveis, lava-louças, torradeiras reguláveis, cortadores à pilha para os pelos do nariz, privadas com assento aquecido, novocaína, telefones celulares, Viagra, carpetes e forrações… Mas, inevitavelmente, tais confortos trazem uma dose correspondente de dores de cabeça.

As nações buscam a felicidade e a cessação do sofrimento em grande escala, lutando por território, petróleo, espaço, mercados financeiros e poder. Travam guerras preventivas para afastar a expectativa de sofrimento. Cada um de nós faz a mesma coisa ao utilizar a medicina preventiva, tomar vitaminas e vacinas, fazer exames de sangue e tomografia computadorizada do corpo todo. Estamos procurando sinais de sofrimento iminente. E, uma vez encontrado o sofrimento, imediatamente tentamos encontrar a cura. Ano após ano, novas técnicas, livros de auto-ajuda procuram fornecer soluções duradouras para o sofrimento, de preferência atacando o problema pela raiz.

Sidarta Gautama também estava tentando eliminar o sofrimento pela raiz, mas não estava idealizando soluções tais como iniciar uma revolução política, migrar para outro planeta ou criar uma nova ordem econômica mundial. Ele não estava sequer pensando em criar uma religião ou um código de conduta que propiciassem paz e harmonia. Sidarta explorou o sofrimento com a mente aberta e, por meio de incansável contemplação, descobriu que, no fundo, são as nossas emoções que provocam o sofrimento. De um jeito ou de outro, direta ou indiretamente, todas as emoções nascem do egoísmo, no sentido de que implicam em apego ao eu. Além disso, ele descobriu que, por mais reais que pareçam, as emoções não constituem uma parte intrínseca do nosso ser. Elas não são inatas, nem tampouco alguma espécie de maldição ou implante imposto por alguém.

As emoções surgem quando determinadas causas e condições se reúnem, como, por exemplo, quando você se precipita em pensar que alguém está a criticá-lo, ignorá-lo ou privá-lo de algum ganho. Então, as emoções correspondentes vêm à tona. No momento em que aceitamos essas emoções, no momento em que entramos no jogo delas, perdemos a sanidade e a capacidade de percepção. Ficamos como que ligados a uma tomada de 220 volts. Assim, Sidarta encontrou a solução: consciência desperta. Se você realmente deseja eliminar o sofrimento, precisa acordar a consciência e prestar atenção às suas emoções, aprendendo a não ser envolvido pela tensão elevada e agitação que elas criam.

Se você examinar as emoções como Sidarta fez, se tentar identificar a origem delas, vai descobrir que as emoções partem de uma compreensão equivocada, sendo, por conseguinte, fundamentalmente falhas. Todas as emoções são, basicamente, uma forma de preconceito. Em cada emoção há sempre um componente de julgamento. Por exemplo, uma tocha sendo girada a uma determinada velocidade aparenta ser um círculo de fogo. No circo, as crianças inocentes e até alguns adultos acham o espetáculo divertido e cativante. As crianças pequenas não diferenciam a mão, o fogo e a tocha. Acreditam que o que vêem seja real; são arrebatadas pela ilusão de ótica criada pelo aro de fogo. Enquanto dura aquela visão, mesmo que seja por apenas um instante, elas ficam plena e profundamente convencidas. De modo similar, somos enganados pela aparência do nosso corpo. Quando olhamos para o corpo, não pensamos em termos de componentes isolados: moléculas, genes, veias e sangue. Pensamos no corpo como um todo e, sobretudo, prejulgamos que ele seja um organismo verdadeiramente existente chamado “corpo”. Convencidos disso, primeiro desejamos ter um abdômen bem desenhado, mãos artísticas, estatura imponente, belas feições ou uma forma curvilínea. Depois, ficamos obcecados e investimos em mensalidades de academias, cremes hidratantes, na Dieta de South Beach, chás de emagrecimento, ioga, exercícios abdominais e óleos aromáticos.

Exatamente como crianças que ficam absortas, empolgadas ou mesmo amedrontadas pelo aro de fogo, sentimos emoções que são provocadas pela aparência e pelo bem-estar do nosso corpo. Quando se trata do aro de fogo, em geral os adultos sabem que aquilo é uma mera ilusão e não se perturbam. Um raciocínio elementar nos diz que o aro é criado a partir da reunião de seus componentes: o movimento circular de uma mão que segura uma tocha acesa. Um irmão mais velho e esperto pode assumir um ar arrogante ou condescendente com o mais novo. No entanto, por conseguirmos ver o aro como adultos amadurecidos, podemos compreender o fascínio da criança, especialmente se for noite e o espetáculo vier acompanhado de bailarinos, música hipnótica e outras atrações. Então, aquilo pode ser divertido até mesmo para nós, adultos, que conhecemos a qualidade essencialmente ilusória do espetáculo. Segundo Sidarta, essa compreensão é a semente da compaixão.

O vajrayana nos diz para, sempre que uma emoção como o desejo surgir, apenas observar e não fazer nada, “não fabricar”. Mas essa é uma instrução facilmente mal compreendida. Quando a emoção surge, “não fabricar” significa simplesmente parar de fazer qualquer coisa.

O que isso não significa é que, se você está caminhando na rua, deve parar, achar um banco, sentar de pernas cruzadas e tentar “observar” a emoção. O ponto aqui é que, tendo notado a emoção, a maioria de nós tende não a “observar”, mas sim seguir. Sentimos desejo, então seguimos nossos desejos; sentimos raiva, então seguimos a raiva — ou, no máximo, apenas a suprimimos.

Então, como devemos lidar com as emoções? Sem fabricar nada, apenas observe. E no momento que você olha a emoção, ela desaparece. Iniciantes vão descobrir que a emoção reaparece bem rápido, mas isso não importa. O importante é que no momento em que você começa a observar a emoção, ela imediatamente desaparece. E, mesmo que só desapareça por uma fração de segundo, o fato de que uma emoção desapareceu também significa que a sabedoria, momentaneamente, amanheceu. O reconhecimento dessa atenção nua: é a isso que a palavra “conhecer” se refere.

“Conhecer” a emoção é compreender que, já que ela não tem nenhuma raiz, não há e nunca houve nenhuma emoção. Algumas pessoas falam sobre emoções, particularmente as emoções negativas, como se elas fossem algum tipo de força demoníaca horrível que intencionalmente invade nosso ser, mas elas não são nada disso.

Quando sentir raiva, apenas observe a raiva. Não a causa da raiva ou seu resultado, apenas a emoção da raiva. Ao encarar sua raiva, você descobrirá que não há nada que você possa apontar e dizer: “Aqui está minha raiva”. E a compreensão de que não há absolutamente nada ali é o que é chamado de “amanhecer da sabedoria”.

Dzongsar Khyentse Rinpoche
A incontável variedade de emoções:

À medida que sua meditação se aprofundou, Sidarta passou a enxergar a qualidade essencialmente ilusória de todos os fenômenos. Com essa compreensão, pôde refletir sobre sua vida pregressa no palácio, sobre as festas, os jardins com seus pavões, os amigos e familiares.

Os outros não conseguiam ver o que ele via, ou ver, como os adultos, que o aro de fogo é ilusório, é apenas a reunião de partes desprovidas de essência. Entretanto, como um pai carinhoso, em vez de manifestar arrogância ou condescendência diante da fascinação das pessoas, Sidarta compreendeu que naquele ciclo não havia mal nem bem, não havia culpa nem culpados; e isso o libertou para sentir apenas grande compaixão. Enxergando além da superficialidade da vida palaciana, Sidarta agora conseguia ver seu corpo físico como desprovido de essência. Para ele, o aro de fogo e o corpo têm a mesma natureza. Na medida em que alguém acredita que as coisas existem de verdade – seja por um momento, seja “para sempre” -, essa crença está baseada num engano. O engano nada mais é do que a falta de consciência.

E essa ausência de consciência é o que os budistas chamam de ignorância. É dessa ignorância que brotam as nossas emoções. Esse processo, que vai desde a perda de consciência até o surgimento das emoções, pode ser inteiramente explicado pelas quatro verdades, como veremos. Existe uma variedade insondável de emoções nesta esfera mundana. A cada momento, incontáveis emoções são produzidas a partir de nossos erros de julgamento, preconceitos e ignorância. Estamos familiarizados com o amor e com o ódio, a culpa e a inocência, a devoção, o pessimismo, a inveja e o orgulho, a vergonha e a tristeza, mas existem muitas outras. Algumas culturas têm palavras para designar certas emoções que não têm definição em outras culturas e, portanto, não existem. Em algumas regiões da Ásia, não há uma palavra que designe o amor romântico, ao passo que os espanhóis têm várias palavras para identificar diferentes tipos de amor.

Segundo os budistas, há inúmeras emoções que ainda não foram nomeadas em nenhuma língua, e uma quantidade ainda maior de emoções que não se enquadram nas possibilidades de definição do nosso mundo lógico. Algumas emoções são aparentemente racionais, mas a maioria delas é irracional. Algumas emoções aparentemente pacíficas têm suas raízes na agressividade. Outras, são quase imperceptíveis. Podemos imaginar que uma pessoa seja completamente impassível ou desinteressada, mas isso em si também é uma emoção. As emoções podem ser infantis. Por exemplo, você pode ficar com raiva porque uma pessoa não está com raiva, quando você acha que ela deveria estar. Ou então, num dia você pode ficar contrariado porque sua companheira é possessiva demais e, no outro, porque ela não é suficientemente possessiva. Algumas emoções nos fazem rir, como no caso do príncipe Charles que, em um momento de flerte clandestino, disse à sua então amante, Camilla Parker Bowles, que não se importaria em reencarnar como o absorvente dela. Algumas emoções se manifestam sob a forma de arrogância, como no caso dos moradores da Casa Branca que impõem ao mundo sua idéia de liberdade. Obrigar os outros a aceitar pontos de vista pessoais por meio de força, chantagem, trapaça ou manipulação sutil, também faz parte da nossa atividade emocional.

Não são poucos os cristãos e muçulmanos que buscam ardentemente converter os ateus e livrá-los do fogo dos infernos e da danação, ao mesmo tempo que os existencialistas se empenham em converter fiéis em ateus. As emoções podem se manifestar como um orgulho ridículo, como no caso dos indianos, que cultivam sentimentos patrióticos por uma Índia que foi moldada pelos opressores britânicos. Muitos patriotas americanos sentiram-se os donos da verdade quando o presidente Bush, da ponte de comando do porta aviões USS Abraham Lincoln, declarou vitória sobre o Iraque, quando, na verdade, a guerra mal havia começado. O desejo desmedido por respeito é uma emoção: considere a Malásia,Taiwan e a China competindo para ver quem consegue construir o edifício mais alto do mundo, como se isso fosse uma prova de virilidade. As emoções podem ser doentias e pervertidas, levando à pedofilia e bestialidade. Um homem chegou a pôr um anúncio na Internet à procura de jovens que quisessem ser mortos e comidos. Ele recebeu inúmeras respostas e, de fato, assassinou e devorou um deles.

Todas essas várias emoções e suas conseqüências provêm de uma compreensão equivocada, e essa compreensão equivocada provém de uma fonte, que é a raiz de toda a ignorância: o apego ao eu. Presumimos que cada um de nós é um “eu”, que existe uma entidade chamada “a minha pessoa”.

O eu, porém, é apenas mais uma compreensão equivocada. De modo geral, fabricamos a noção de um eu que parece ser uma entidade sólida. Somos condicionados a considerar essa noção como algo concreto e real. Pensamos, Eu sou esta forma, levantando a mão. Pensamos, Eu tenho forma; este é o meu corpo. Pensamos, A forma sou eu; eu sou alto. Pensamos , Eu habito esta forma, apontando para o peito. Fazemos o mesmo com os sentimentos, percepções e ações. Eu tenho sentimentos; eu sou minhas percepções… Sidarta, porém, deu-se conta de que não existe, em lugar nenhum, uma entidade independente que corresponda ao conceito de eu, dentro do corpo ou fora dele. Como a ilusão de ótica do círculo de fogo, o eu é ilusório. Ele é uma falácia – fundamentalmente um erro e, em última análise, inexistente. No entanto, do mesmo modo que podemos nos iludir com o aro de fogo, todos nos iludimos ao imaginar que somos o eu. Quando olhamos para o nosso corpo, sentimentos, percepções, ações e consciência, vemos que são diferentes componentes do que pensamos ser o nosso “eu”, mas, se formos examinar esses componentes, verificaremos que o “eu” não reside em nenhum deles.

O apego à falácia do eu é um ato de ridícula ignorância; ele perpetua a ignorância e leva a todo tipo de dor e decepção. Tudo o que fazemos na vida depende de como percebemos a nossa pessoa, o nosso eu; assim, se essa percepção estiver baseada em uma compreensão errada, como inevitavelmente está, esse erro permeará tudo o que fizermos, virmos e vivenciarmos. Não é uma simples questão de uma criança que interpreta erroneamente a luz e o movimento; toda a nossa existência está assentada em premissas muito frágeis.

No momento em que Sidarta descobriu que o eu não existia, descobriu que tampouco existia um mal dotado de existência intrínseca – o que havia era apenas a ignorância.

Especificamente, ele contemplou a ignorância que cria o rótulo eu e o pendura em um grupo de fenômenos compostos, desprovidos de qualquer base, atribuindo importância a esse eu e afligindo-se em protegê-lo. Essa ignorância, ele constatou, conduz diretamente ao sofrimento e à dor.

Ignorância é simplesmente o desconhecimento dos fatos, a apreensão incorreta dos fatos ou o conhecimento incompleto dos fatos. Todas essas formas de ignorância levam a uma compreensão ou interpretação erradas, a uma super ou subestimativa. Imagine que você esteja procurando um amigo e o veja, ao longe, no campo. Ao se aproximar, você descobre que tomou um espantalho por seu amigo. Decerto, você ficará decepcionado. Não é que um espantalho travesso ou seu amigo tenham tentado sorrateiramente enganá-lo; foi a sua própria ignorância que o traiu. Todas as nossas ações provenientes dessa ignorância têm um caráter especulativo. Quando agimos sem entendimento ou com um entendimento incompleto, não há base para confiança. Nossa insegurança fundamental aparece e cria todas essas emoções, com e sem nome, reconhecidas ou não.

A solução encontrada por Sidarta foi ganhar consciência das emoções. Se você consegue ter consciência das emoções à medida que surgem, mesmo que só um pouco, você restringe a atividade delas; elas passam a ser como adolescentes acompanhados por uma pessoa mais velha. Alguém está observando, e o poder delas se enfraquece. Nossas emoções, com toda a sua força, podem se tornar tão inofensivas quanto pétalas de flores. Quando as apsaras se aproximaram de Sidarta, ele conseguiu ver claramente que elas nada mais eram do que fenômenos compostos, como o aro de fogo, e, assim, elas perderam seu apelo. Elas não conseguiram movê-lo. Do mesmo modo, quebramos o encanto da tentação ao enxergar que os objetos dos nossos desejos são, na realidade, apenas fenômenos compostos.

Quando começamos a perceber os danos que as emoções podem causar, a nossa consciência se amplia. Quando estamos conscientes – por exemplo, se sabemos que estamos na beira de um despenhadeiro – compreendemos o perigo que está a nossa frente. Podemos seguir em frente como estávamos fazendo, pois caminhar conscientemente ao longo de um despenhadeiro não é mais tão assustador; na verdade, é emocionante. A verdadeira fonte do medo é não saber. A consciência não nos impede de viver; ela torna o viver mais pleno. Se você estiver saboreando uma xícara de chá com a compreensão do lado doce e do lado amargo das coisas temporárias, vai de fato apreciar o seu chá.

Fonte: https://osegredo.com.br/2016/01/todas-as-emocoes-negativas-se-baseiam-na-ignorancia/