quarta-feira, 27 de julho de 2016

PERDOAR OU ESQUECER? ENTENDER!

Quando se fala em perdão, ou perdoar, parece que estamos sempre falando em relação aos outros, no entanto, perdão tem muito mais haver conosco do que com qualquer outra pessoa.

Quando alguém age ou reage há algum acontecimento, está agindo conforme suas crenças, valores e hábitos. Ou seja, está sendo justo com suas verdades e concepções.

Todavia, o que nos faz acreditar que os outros errem, é porque somos diferentes, e possuímos valores e crenças diferentes. Assim, sobre o MEU julgamento de valores, alguém pode estar errado, mas não de acordo com os valores dessa pessoa. E assim, começam todos os equívocos nos relacionamentos.

Tendemos a julgar as ações e atitudes dos outros pelos nossos valores. E isso não é nada justo! Uma vez, que pertencemos a núcleos familiares distintos, possuímos diferentes histórias de vida, tivemos diferentes experiências até formar quem somos, e assim nossos valores podem até ser os mesmos, mas com graus de importância diferente.
Por exemplo, para 2 pessoas os valores: honestidade, respeito e amizade são bem fortes e importantes em suas vidas. Porém, para uma a honestidade vem em primeiro lugar, e não importa se é um amigo ou não que está concorrendo há uma vaga de emprego, pois ela não o favorecerá (se puder) por ser seu amigo; Já para a outra, o valor amizade vem em primeiro lugar no seu ranque de valores, e a amizade irá fazer com que o favoreça (se puder) afinal é seu amigo, colocando o valor honestidade em segundo plano – quando seus amigos estiverem presentes.

Observando o exemplo acima, tendemos a julgar os acontecimentos conforme os nossos valores, o que nos leva ao entendimento de que não há certo ou errado, mas um modo de agir de acordo com nossas concepções e crenças pessoais.
Assim, o que para um pode ter sido uma grande falha/erro, para outro não haveria outra atitude a ser tomada, a não ser a que foi tomada/feita/realizada. Apenas ocorreu uma fidelização as percepções de vida da pessoa, e provavelmente, não a fez pensando em magoar alguém.

Então, da próxima vez que você ficar triste pelos “erros” de alguém, procure lembrar-se que erros ou acertos, tem muito mais haver conosco do que com os outros. É o nosso julgamento sobre as atitudes alheias baseado em nossas ideias pessoais, ou seja, consiste no casamento dos nossos valores com as atitudes alheias. E nem sempre essa é uma tarefa fácil.

Fonte do texto: escrito por Paula Caputo no site: https://osegredo.com.br/2016/01/perdoar-ou-esquecer-entender/