domingo, 24 de abril de 2016

A PÉROLA.

Vitor era um garoto de dez anos de idade. Era divertido e estava sempre alegre.

Mas um dia chegou em casa muito triste, por algo que aconteceu na escola e que o magoou demais. Não quis almoçar, se fechou no quarto e não saiu da cama até de noite.

Até que, antes de dormir, seu pai o procurou no quarto:

- O que aconteceu filho?

O garoto respondeu, soluçando de tanto chorar:

- Um menino do colégio fez uma brincadeira que me magoou demais. Estou muito triste, dói até o coração, pai.

O pai, então, resolveu lhe contar uma história:

- Filho, pode estar doendo agora, eu sei, mas pode ser um aprendizado pelo qual você precisa passar. Vou contar-lhe algo sobre as ostras...

Uma ostra que não foi ferida jamais produzirá pérolas. A pérola é uma ferida curada.

Pérolas para as ostras são produtos da dor, resultados da entrada de substâncias estranhas ou indesejáveis no seu interior, assim como um parasita ou um grão de areia.

A ostra possui na parte interna da concha uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia penetra ali, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, uma linda pérola é formada. Uma ostra que não foi ferida, de algum modo, não produz pérola.

Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de um amigo? Já foi acusado de ter dito coisas que não disse? Suas idéias já foram rejeitadas?

Nesses momentos lembre-se que a pérola, para uma ostra, é uma ferida cicatrizada!

Então, produza uma pérola. Cubra suas mágoas e rejeições sofridas com camadas e camadas de amor. Crie sua pérola usando o seu amor!

(autor desconhecido)