quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

UM SIMPLES CONSELHO

Certa vez um jovem muito rico foi procurar um rabi para lhe pedir um conselho.

Toda a fortuna que possuía não era capaz de lhe proporcionar a felicidade tão sonhada.

Falou da sua vida ao rabi e pediu ajuda.

Aquele homem sábio o conduziu até uma janela e lhe pediu para que olhasse para fora com atenção, e o jovem obedeceu.

- O que você vê através do vidro, meu rapaz?

- Vejo homens que vêm e vão, e um cego pedindo esmolas na rua.

Então o homem lhe mostrou um grande espelho e novamente o interrogou:

- O que você vê neste espelho?

- Vejo a mim mesmo, disse o jovem prontamente.

- E já não vê os outros, não é verdade?

E o sábio continuou com suas lições preciosas:

- Observe que a janela e o espelho são feitos da mesma matéria prima : o vidro.

Mas no espelho há uma camada fina de prata colada ao vidro e, por essa razão, você não vê mais do que a sua própria pessoa.

Se você se comparar a essas duas espécies de vidro, poderá retirar uma grande lição.

Quando a prata do egoísmo recobre a nossa visão, só temos olhos para nós mesmos e não temos chance de conquistar a felicidade efetiva.

Mas quando olhamos através dos vidros limpos da compaixão, encontramos razão para viver e a felicidade se aproxima.

Por fim, o sábio lhe deu um simples conselho:

- Se quiser ser verdadeiramente feliz, arranque o revestimento de prata que lhe cobre os olhos para poder enxergar e amar aos outros.

Essa é a chave para a solução dos seus problemas.

Se você também não está feliz com as respostas que a vida tem lhe oferecido, talvez fosse interessante tentar de outra forma.

Muitas vezes, ficamos olhando somente para a nossa própria imagem e nos esquecemos de que é preciso retirar a camada de prata que nos impede de ver a necessidade à nossa volta.

Quando saímos da concha de egoísmo, percebemos que há muitas pessoas em situação bem mais difícil que a nossa e que dariam tudo para estarem nosso lugar.

E quando estendemos a mão para socorrer o próximo, uma paz incomparável nos invade a alma.

É como se Deus nos envolvesse em bênçãos de agradecimento pelo ato de compaixão para com Seus filhos em dificuldades.

Ademais, quem acende a luz da caridade, é sempre o primeiro a beneficiar-se dela.

-Autor desconhecido