terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O GRANDE INIMIGO CHAMADO MEDO

Lá estava ele para fazer uma apresentação para a diretoria de um cliente potencial. Pouco antes da apresentação ele ficou sabendo que quem a assistiria era o fundador da empresa, seu filho e dois diretores... isto é, gente muito importante.
Veio o medo de fracassar, de fazer papel infantil perante gente tão espetacular, de não honrar a empresa que estava representando, isto é, a famosa "neura".
Quando entrou na sala, os demais estavam sérios formais, ele iniciou então a apresentação também de modo sério e formal. O dia todo (reuniões, almoço etc.) o clima foi esse - sério e formal.
Duas conseqüências negativas:
1) ele teve um dia péssimo, desprazeroso e duro de engolir;
2) perdeu oportunidade de fazer uma aproximação mais íntima com os outros. "Como no palco o ator que é imperfeito/Faz mal o seu papel só por temor" - diz o verso de William Shakespeare.
Vamos imaginar um cenário diferente. Quando soube que seria assistido por gente importante, imediatamente sentiu o medozinho básico, mas controlou-se, respirou fundo e pensou: "Bem, são importantes, bom para eles, mas são humanos iguaizinhos a mim. Portanto, nem melhores e nem piores. Têm seu valor e também tenho o meu. Não são inimigos que estão ali para me avaliar e para me derrubar, mas potenciais parceiros de negócios. Tudo o que querem é uma boa relação, proveitosa para todos." A partir dessa postura, entrou na sala mais descontraído, quebrou a barreira entre ele e os outros, criou um clima informal, produtivo e agradável.
Dia mais feliz, melhores resultados.
Você superestima outras pessoas?· Você deve respeito a todo ser humano, não medo.· Os outros são diferentes, às vezes mais ricos, mais poderosos, mas nem melhores e nem piores, em princípio.
Ao olhar para quem quer que seja, ponha os óculos da amizade e da afetividade, a empatia será maior.

(Desconheço autor)