domingo, 22 de janeiro de 2017

CORTANDO O CORDÃO UMBILICAL: OS PROBLEMAS DE SUA FAMÍLIA NÃO SÃO SEUS

 A família é nosso primeiro meio social, é onde construímos e nutrimos nossas primeiras relações e também onde iniciamos nosso desenvolvimento do Eu.

Os vínculos costumam se desenvolver de forma intensa, por vezes nos tornando cuidadores e defensores de nossa família.

Acontece que muitas vezes esses laços se constituem de forma a não estabelecer limites a essas relações, tornando-as disfuncionais.

Família disfuncional? O que é? “Uma família disfuncional é aquela que responde as exigências internas e externas de mudança, padronizando seu funcionamento. Relaciona-se sempre da mesma maneira, de forma rígida não permitindo possibilidades de alternativa. Podemos dizer que ocorre um bloqueio no processo de comunicação familiar”. Fonte: Boa Saúde

Em muitos casos um familiar responsabiliza-se por resoluções de problemas e conflitos que não deveriam ser de sua preocupação. Veja alguns que estão recentes em minha mente.
Filho que assumiu a posição de ‘chefe da casa’ após separação conturbada dos pais. Além de cuidar de si e de suas questões ‘adolescentes’, o filho sente-se na obrigação de cuidar da mãe e educar o irmão mais novo;
Filho de pais que vivem em meio a separações e ameaças de divórcio. O filho vira mecanismo de reconciliação/separação do casal, sendo peça fundamental para que um ciclo briga-separa-volta se mantenha a todo vapor;
Filha mais velha e adulta sente-se responsável por dar suporte a sua mãe (que criou a filha parte da infância sozinha), seja financeira ou emocionalmente. Tornando-se refém dos problemas da mãe, que são normalmente resolvidos pela filha ou não resolvidos para se manter esse tipo de relação;
Irmã que sente-se responsável por cuidar dos irmãos e já na fase adulta continua a resolver os conflitos e arcar com despesas financeiras dos irmãos;
Mãe que, apesar dos filhos já serem adultos e estarem casados, sente-se responsável por conduzir a vida dos filhos e assumir despesas e responsabilidades deles;

Ao expor os exemplos acima não me refiro a situações isoladas ou casos específicos. Me refiro a ciclos repetitivos que adoecem as relações e sobrepõem responsabilidades individuais, transferindo-as ao outro.

Em casos como os já citados todos têm prejuízos em suas vidas. Uma pessoa sobrecarrega-se, outra não amadurece, mantendo uma relação imatura, sem espaço para desenvolvimento com intuito de melhora.

Para alguns pode ser visto como prova de amor, mas não. Amor baseia-se em troca, respeito mútuo e limites. Estipular limites sim é uma prova de amor, amor ao outro e a si mesmo.

Fonte do texto: https://osegredo.com.br/2016/02/cortando-o-cordao-umbilical-os-problemas-de-sua-familia-nao-sao-seus/

NUMA SOCIEDADE QUE HUMILHA, OS GENTIS AINDA ENCONTRAM SEUS CAMINHOS…

 Não bastassem os bullings da infância e as dificuldades de sermos aceitos na fase adolescente, com o tempo percebemos que durante toda a vida iremos encontrar pessoas e situações com alto potencial e desejo de nos humilhar. Não importa em que idade estejamos, estaremos sempre sujeitos a passar por esse tipo desagradável de situação. Infelizmente faz parte da sociedade em que vivemos.

A dureza com que algumas pessoas foram tratadas em suas próprias vidas se perpetuam nelas mesmas, se elas não trabalham emocionalmente os traumas e frieza sofridos em determinadas experiências. Temos de olhar para elas com compaixão, para que nós mesmos não permitamos ser alvo de suas humilhações. Só assim se quebra a corrente.

Ser humilhado nunca é bom, mas ainda assim podemos aprender algumas lições. Quem é que humilha? E por quê? O que esta por trás da história desta pessoa, para que ela se sinta bem agindo desta forma?

Quando conseguimos analisar a situação desta maneira, saímos da experiência com muito mais do que uma desagradável sensação, mas com lições sobre como o ser humano recria através de si mesmo o que ele vivenciou. E prestar atenção a este fato é o que nos permite fazer e ser diferente.

Na minha experiência como estrangeira, por exemplo, percebi que podia ser humilhada por não pertencer à uma raça, ainda que carregasse em mim a mesma ancestralidade. Certa vez numa entrevista de emprego, um homem inglês fez questão de me dizer que não me contrataria, porque meu inglês tinha um sotaque alemão e vice-versa. Mas o tom e a expressão com que me dera esta informação deixavam claro sua vontade de se mostrar superior. E por mais incrível que a mim pareça, já houve quem tentasse me diminuir pelo fato de eu ser escritora. Ou ainda por não ter um poder aquisitivo mais desejável.

Entendi que tudo o que somos ou o que temos pode ser argumento de humilhação no entendimento de outras pessoas, se elas se sentem dispostas à isso. Ainda que seja um ponto positivo, uma qualidade ou um talento, o que sobressai para um determinado tipo de pessoa é o desejo de se mostrar superior e na atitude de tentar diminuir o outro.

Por mais bonito que alguém seja, esta mesma pessoa poderá ser humilhada por sua aparência. Ou por mais conhecimento que se tenha, alguém pode ser diminuído por um único detalhe que não demonstrou conhecer a fundo. Alguém que tem dinheiro pode vir a ser humilhado por não ter classe e assim por diante. O que quero dizer é que não importa o quanto se tenha ou o quanto se seja, quem quer humilhar sempre encontrará seus meios para isso. E vivemos numa sociedade onde este comportamento e desejo é compactuado por um grande número de pessoas.

O que muda é a forma como se reage nos momentos de humilhação. Entender que o problema não é realmente meu e sim do outro. Existe uma grande diferença entre uma crítica construtiva e humilhação. Quem quer ensinar alguma coisa também saberá a forma de conduzir este ensinamento. Já o que pretende mostrar superioridade mostrará nos olhos, na voz e na face as suas intenções negativas, ainda que com naturalidade.

Não há como fugir ou escapar de momentos de humilhação durante toda uma vida. Mas a partir do momento que entendemos quem somos de verdade, nossos defeitos e qualidades, passamos a compreender também até que ponto o outro pode nos afetar com suas opiniões destrutivas.

O humilhar do outro se transforma numa lição extrema de tolerância, paciência e força, quando não nos deixamos atingir e menos ainda revidamos. Permitimos à nós mesmos o crescer diante de algo ruim e não damos continuidade àquilo que machuca.

Se compreendendo isto, o meu silêncio se torna a gentileza que o humilhador não teve. É bem possível que ele nunca venha a reconhecer o fato. Mas a vida nos trás de volta aquilo que geramos.

E não reagir à algo ruim, é gerar algo bom para si mesmo em primeiro lugar. E depois para toda uma sociedade, que de gentileza tanto necessita.

Fonte do texto: postado por Carolina Vila Nova no site: https://osegredo.com.br/2016/06/numa-sociedade-que-humilha-os-gentis-ainda-encontram-seus-caminhos/

A SUA VIDA COMEÇARÁ A MUDAR QUANDO VOCÊ PARAR DE ESPERAR…

 Frequentemente dizem que esperar sempre vale a pena, que é preciso ter paciência porque as coisas sempre acabam chegando. Agora, não podemos cair no extremo de deixar a nossa existência em “stand-by”, deixando que o presente escape.

Segundo uma pesquisa publicada na revista Boston Globe, as pessoas, especialmente os jovens, sempre procuram gratificações imediatas porque carecem de paciência de curto prazo. Contudo, no que se refere à proteção do futuro e realização de metas, a “necessidade do imediatismo” não é tão intensa. Somos capazes de esperar longos períodos até que a nossa hora chegue.

Às vezes a ansiedade de esperar muito alguma coisa traz como conseqüência a desilusão de que esse algo não seja o que esperávamos.

A sua vida começará a mudar na hora em que você deixar de esperar e adequar suas expectativas à realidade. Precisamos ser agentes ativos do nosso presente, criadores de novos pensamentos e emoções que incentivem ações diferentes.
Quando esperar se transforma em uma escolha voluntária
 Há quem faça da sua própria existência uma sala de espera eterna onde tudo se sonha, mas onde nada nunca chega. Ao contrário, outras pessoas fazem uma retroalimentação muito negativa frente a esses estados de adiamento da recompensa ou esse objetivo vital.

Fica claro que nem todos enfrentamos do mesmo jeito estas situações de espera: alguns se desesperam e outros se acomodam. Neste segundo caso estaria o conceito que muitos costumam definir como “um mal moderno”: a procrastinação.
A procrastinação é o ato de postergar de forma sistemática aquelas tarefas que deveríamos fazer.
É um fenômeno social e psicológico que nem sempre tem a ver com a simples preguiça, vai mais além dessa ideia e explica também o hábito de atrasar ou reagendar atividades ou projetos, esperando que o futuro os resolva.
O “procrastinador” costuma superestimar o tempo que tem para realizar uma tarefa ou projeto.Pensa que é melhor esperar a hora certa que, obviamente, nunca é o “aqui e agora”.
É preciso considerar que a procrastinação também acontece com pessoas muito ativas que se deleitam tendo ideias, mas que nunca a realizam porque. quando chega a hora, já mudaram de opinião e têm outro objetivo em mente.

As coisas nunca vêm por si sós, é possível que o destino traga um pouco de sorte em determinado momento, mas isso não é muito freqüente. O futuro não resolve as coisas se nós não propiciarmos antes o movimento, a ação e o próprio desejo da mudança. Deixe de esperar e a sua realidade será diferente.

Vive-se melhor sem esperar nada de ninguém e esperando tudo de si mesmo.
Pare de viver em “stand-by”: seja autor da sua realidade

Apesar de León Tólstoi ter dito que tudo chega para quem sabe esperar, viver em “stand-by” pode fazer a pessoa cair em um estado de frustração e desamparo muito desesperador.
 Uma pesquisa publicada na revista Psychological Science em 1997 advertia que é perigoso postergar as coisas e se limitar a esperar que o próprio futuro traga os nossos objetivos por si só.

Precisamos ser agentes ativos da nossa realidade, e por isso é preciso considerar estas ideias:

Deixe de colocar as suas expectativas somente no amanhã: não queremos dizer com isto que não devamos considerar o futuro, mas para que o futuro que sonhamos seja factível é preciso agir no aqui e agora.
Deixe de esperar tantas coisas dos outros: colocar expectativas elevadas naqueles que nos rodeiam nos traz sofrimento. Espere resultados de si mesmo, tome uma atitude realista sobre o que está no seu entorno e permita-se ser receptivo em vez de exigente com aqueles que o rodeiam.
Não existe uma vida perfeita, mas sim um estado no qual você pode ser feliz. Com esta ideia, resume-se mais uma vez o perigo de estabelecer expectativas elevadas. A perfeição não existe, mas sim esse equilíbrio maravilhoso no qual você pode ser você mesmo e se sentir orgulhoso do que tem.
Treine a sua capacidade de agir e decidir sem medo. Ser protagonistas da nossa história nos obriga a ser agentes ativos de contínuas transformações que devemos realizar sem temor.

 Às vezes passamos o tempo sonhando com um futuro que, quando chega, não nos traz nada de novo.Então voltamos a esperar, a projetar. Em vez de nos frustrarmos, deveríamos ser capazes de iniciar a mudança, desenhar um plano, sair da zona de conforto, tocar a lua com a ponta dos dedos sempre que for possível…

Fonte do texto: publicado por A mente é maravilhosa no site: https://osegredo.com.br/2016/06/sua-vida-comecara-mudar-quando-voce-parar-de-esperar/

A RAIVA ADOECE – COMO CONTROLAR AS EMOÇÕES E DEIXAR DE TER RAIVA O TEMPO TODO:

 A raiva é um dos piores sentimentos, pois, além de contaminar a alma, ela também machuca outras pessoas.

Neste post, ensinaremos algumas medidas que você pode tomar para acabar com esse problema.

Há pessoas que sentem raiva com muita facilidade, causando mal-estar e contaminando o ambiente com energias ruins.

Todos nós sabemos que ela é capaz de nos cegar a ponto de tomarmos decisões, geralmente pouco inteligentes, por impulso.
Veja que medidas devem ser tomadas:

1. Reflita sobre a pessoa que lhe causou raiva

Quando levamos em consideração que cada um tem personalidade própria, pensa e age diferente de nós, então somos capazes de ser mais tolerantes.

Reflita sobre o amor incondicional que devemos ter pelas pessoas e sempre procure esclarecer os fatos para evitar qualquer mal-entendido.

2. Saiba respeitar opiniões contrárias

Estamos vivendo uma fase muito delicada: as pessoas estão cada vez mais intolerantes e incapazes de ouvir argumentos diferentes do que acreditam.

Frequentemente amigos se excluem em redes sociais e este é o retrato de uma sociedade imatura.

Devemos entender que quem pensa diferente nem sempre é o nosso inimigo ou um opressor.

A dica é fugir de brigas ou assuntos que você não é capaz de debater saudavelmente.

3. Tenha amor incondicional

Há quem vive chegando atrasado, quem nunca sorri, quem é sensível demais ou quem sempre está de mau humor.

Essas características tendem a nos irritar, mas devemos trabalhar nossa mente para que não entremos em conflitos que só nos farão mal.

As limitações dos outros não devem afetar nossa saúde e bem-estar.

Quando você passar por alguma experiência ruim, procure pensar no valor que aquela pessoa tem e a ame independentemente das falhas.

4. Evite conflitos

Muitas vezes nós mesmos procuramos o confronto com ações agressivas.

Seja no trabalho, seja em casa, seja em qualquer outro lugar.

Qual o resultado disso?

Quase sempre, muito desgaste emocional e um desperdício de tempo.

Se você não gosta de como algumas pessoas trabalham, se conhece alguém que só critica você, evite o conflito.

Antecipe-se e evite situações que só vão lhe trazer aborrecimentos.

5. Dialogue

Com diálogo sincero e o coração aberto, nós podemos criar pontes entre as pessoas – não há nada mais saudável do que isso.

Procure dizer o que pensa e tome cuidado com as palavras e o tom de voz que usa.

Se você não consegue se expressar bem falando, escreva uma mensagem, mas não deixe de dizer o que incomoda, pois isso ajuda a resolver problemas e evita mal-entendidos.

Fonte do texto: postado por Cura pela Natureza no site: https://osegredo.com.br/2016/06/raiva-adoece-como-controlar-as-emocoes-e-deixar-de-ter-raiva-o-tempo-todo/

sábado, 21 de janeiro de 2017

PARA QUEM QUISER JULGAR MEU CAMINHO, EMPRESTO MEUS SAPATOS!

 Quantas vezes você já teve que lidar com o julgamento alheio? Além de enfrentar todas as dificuldades diárias, também precisamos, às vezes, “engolir sapos” e carregar o peso da opinião de terceiros sobre o que fazemos ou deixamos de fazer.

***
Dizer que isso simplesmente não nos afeta pode, às vezes, não ser verdade.

Fazer ouvidos surdos a esses comentários, que ousam julgar nossas ações, nem sempre é fácil. Sobretudo se vêm da boca de pessoas importantes para nós: nossa família, amigos, professores, chefes, pessoas que consideramos autoridades e cuja opinião respeitamos.

Um verdadeiro amigo ou familiar não se atreveria a nos julgar sem conhecer a fundo nossas emoções ou todos os momentos vividos que carregamos sobre os ombros e em nosso coração.

Empreste seus sapatos, porque ninguém melhor do que você para conhecer a dor dos caminhos percorridos, os rios que teve que atravessar, as dificuldades que precisou enfrentar, às vezes sem pedir ajuda a ninguém… Hoje, convidamos você a refletir sobre isso. 


O caminho que construímos e que 
nos definem 
 Você não é apenas essa pessoa que vê refletida no espelho. Não é apenas sua forma de vestir, ou as palavras que profere às outras pessoas.

Você é o seu caminho percorrido durante a vida, todas as suas experiências vividas e integradas no fundo do seu ser… Ninguém melhor do que você para saber o que motiva suas ações.

A própria pessoa apenas sabe o que teve que superar, suas decepções, dores, derrotas ou vitórias e o preço que pagou por cada uma. Então, por que algumas pessoas ousam, às vezes, a nos julgar sem saber, como se fossem donas de uma sabedoria universal?

Dois motivos comuns:

— As pessoas acostumadas a julgar os outros geralmente são as mais frustradas na vida.
— São pessoas insatisfeitas consigo mesmas que projetam sua necessidade de controle e intervenção nas vidas alheias.

É comum que muitos de nossos familiares tenham o hábito de nos julgar: “Você é muito ingênua, por isso que essas coisas acontecem com você”; “Você precisa amadurecer e enfrentar a vida como ela é”.

Julgam-nos com a intenção de nos ajudar e nos oferecer ensinamentos, mas na realidade nos desejam “encaixar” na maneira como eles pensam, de acordo com o que acham certo, errado ou mais adequado para nós.

Às vezes, quem julga seu caminho busca justificar a sua própria vida, desacreditando as outras pessoas. Diminuindo as escolhas dos outros. Infelizmente, isso é muito frequente.
Crítica construtiva sim, julgamento, não

Na realidade, quando essas pessoas nos julgam, não usam argumentos válidos, que sejam construtivos. Quase sempre buscam o ataque, a afronta ou o desprezo. Seus raciocínios são muito limitantes.

O que falta a esses “juízes” que adoram julgar os outros é a autocrítica. Não são capazes de valorar os seus próprios atos, suas palavras, para perceber que também cometem erros e que são capazes que causar danos a outras pessoas. Limitam-se a projetar suas críticas em outras pessoas.

Em geral, pessoas acostumadas a julgar nosso caminho não têm uma vida autêntica, com sonhos, paixões, amores e afetos que as ajudem a relativizar as coisas e abandonar o hábito de focar tanto na vida dos outros.

Como se defender dos julgamentos alheios?
 Frequentemente, dizemos a nós mesmos: “isso não me afeta”. Pode ser verdade, sobretudo quando o julgamento vem de um colega de trabalho ou de alguém com o qual não temos um vínculo mais íntimo. Esqueceremos com facilidade.

Mas o que acontece quando um amigo, seu companheiro ou um familiar julga o seu caminho?

Nestes casos, é comum que nos sintamos ofendidos e até mesmo feridos. A primeira coisa a fazer é manter a calma e refletir a respeito das seguintes afirmações, que servem para proteger nossa autoestima:

— “Eu sei quem eu sou, sei o que já superei e tenho orgulho por cada passo do caminho, por cada aprendizado que obtive a partir de meus erros”.

— “Apenas eu tenho o direito de me julgar, porque somente eu sei como me sinto e o quanto sou feliz com minha maneira de ser e com tudo o que consegui até hoje”.

Após haver reafirmado sua autoestima, evite revidar com comentários hostis, prejudiciais, vingativos. Se demonstrarmos desprezo ou raiva, será mais difícil superar os sentimentos negativos, e eles farão ainda mais dano.

Expresse sua decepção. Deixe claro que ninguém tem o direito de julgar você assim e que o simples fato de fazê-lo demonstra que não o conhecem bem. Portanto, é como se fosse uma traição, nos casos mais abusivos, quando a outra pessoa tem o objetivo de controlar, manipular ou usar você de alguma maneira.

Liberte-se de relacionamentos opressivos
 Quem se atreve a criticar seus caminhos e suas experiências sem uma intenção pura de realmente desejar o seu bem, prova que não é um bom companheiro de viagem. E não importa que seja sua mãe, irmão, irmã, marido ou esposa.

Quem não aceita que, em alguma ocasião, você cometeu um erro e o julga por isso sente na verdade muita falta de amor por si mesmo e não se perdoa por seus próprios erros. Quem se vê como alguém que nunca comete erros ou toma decisões ruins carece de autocrítica e de empatia.

Se no dia a dia você apenas recebe julgamentos das pessoas ao redor, no fim, se sentirá escravizado pelas opiniões alheias. Não permita isso.

Nesses casos, será bom refletir se não vale mais a pena se distanciar de quem é incapaz ou não quer ver o seu valor, a luz que você transmite e a inteireza de sua vida.

Fonte do texto: Melhor com saúde - via: https://osegredo.com.br/2016/06/para-quem-quiser-julgar-meu-caminho-empresto-meus-sapatos/

HÁ MOMENTOS EM QUE A SOLIDÃO É O PREÇO DA LIBERDADE

 Costuma-se dizer que é melhor estar sozinho do que mal acompanhado, e que é melhor uma solidão digna do que tentar manter um NÃO amor ao seu lado. Entendemos “NÃO amor” como esses casais que só se alimentam de insatisfações e nos quais reinam sentimentos negativos que se apoderam da liberdade emocional dos seus membros.


É comum, em algum momento das nossas vidas, cairmos em relacionamentos ruins, pois desde a mais tenra infância aprendemos que o casal ideal tem que ser do tipo “não posso viver sem você”, “sem você a minha vida não teria sentido”, “sem você eu morro”, etc.

Se analisarmos estas frases iremos perceber que desatam uma avalanche de pressões e de exigências sobre a outra pessoa e sobre o relacionamento em si, que pode chegar a nos dominar e esgotar o nosso eu interior.

Por isso, quando chegamos ao ponto de enfrentar um relacionamento insano, precisamos reaprender uma coisa que deveríamos ter muito clara: a única pessoa de quem preciso para viver sou eu mesmo.Nem mais, nem menos, isto é bastante simples. Não existe amor sem amor próprio.

O amor da sua vida é você mesmo. Quando você vai parar para entender isto?

O amor não suplica, o amor não roga, o amor não implora, o amor não chora em excesso.

O amor é uma condição saudável, o amor é uma condição positiva, o amor é uma habilidade. O amor é uma ambição de muitos mas um privilégio de poucos.
   O medo de estar sozinho nos amarra a relacionamentos ruins 


A princípio, o medo de estar sozinho na vida é uma questão adaptativa, positiva e saudável. Contudo, como em tudo, existem certos limites que não devem ser ultrapassados. Concretamente o de se submeter à dor e aguentar todo tipo de sofrimento para evitar a separação.

Muitas pessoas, em conseqüência da educação recebida e das experiências vividas, sentem grande desespero frente à ideia de se sentirem sozinhas no mundo, o que as impulsiona a se envolverem em relacionamentos disfuncionais.

Existem um texto de Maria Teresa de Calcutá que fala sobre isto é verdadeiramente perturbador.

“Existem pessoas que têm um cônjuge mas se sentem tão sozinhas e vazias como se não o tivessem.

Existem outras que, por não esperar, decidem caminhar ao lado de alguém errado e, no seu egoísmo, não permitem que esse alguém se afaste mesmo sabendo que não o faz feliz.

Existem pessoas que sustentam casamentos ou noivados já destruídos, pelo simples fato de pensarem que estar sozinho é difícil e inaceitável. Existem pessoas que decidem ocupar um segundo lugar procurando chegar ao primeiro, mas essa viagem é dura, desconfortável e nos enche de dor e abandono.

 Mas há outras pessoas que estão sozinhas e vivem e brilham e se entregam à vida da melhor forma. Pessoas que não se apagam, pelo contrário, a cada dia se iluminam mais e mais. Pessoas que aprendem a desfrutar da solidão porque ela as ajuda a se aproximar de si mesmas, a crescer e a fortalecer o seu interior.

Essas pessoas são as que um dia, sem saber o momento exato nem por que, se vêem ao lado da pessoa que as ama com um verdadeiro amor, e se apaixonam de uma forma maravilhosa.”
É a sociedade que nos ensina a não gostar da solidão

É comum ver ofertas de 2×1 em jantares, cruzeiros ou em coquetéis, por isso não é estranho termos a ideia preconcebida de que para ser uma pessoa completa e desfrutar da vida precisamos ter companhia.

Portanto, são poucas as pessoas que não esperam que os outros apaguem da sua mente emocional a sensação de solidão. Tendemos a nos sentirmos incapazes de sermos responsáveis por nós mesmos, de modo que a conseqüência mais direta desse pensamento é a necessidade de procurar alguém que nos proteja.

Tendemos a associar o fato de não ter companheiro com o isolamento afetivo e social, quando na verdade não ter companheiro não é sinônimo de reclusão ou de não ter opção para ter um contato humano significativo.


 Não existe uma fórmula mágica que nos ajude a superar o temor de estarmos sozinhos, mas a melhor forma de acabar como isso é começando a estar, se arriscando a sentir, a se conhecer e a caminhar sem ajuda. Tendo ou não tendo companheiro, encontrar-se consigo mesmo e desfrutar da própria companhia é essencial para o nosso bem-estar. O resto pode ou não potencializá-lo, pois é um acessório.

Portanto, como disse Maurice Maeterlinck, “o silêncio interior é o sol que amadurece os frutos da alma”. Em outras palavras, encontrar companhia em você e se apaixonar por seu eu interior é um tremendo presente a si mesmo. A partir daí, venha o que vier, pois seremos capazes emocionalmente de nos sintonizar com os outros se quisermos.

Também cabe a possibilidade de não querermos nos apaixonar por ninguém e de, portanto, desejarmos estar sozinhos para nos conhecermos mais ou vivermos experiências que, de outra forma, não seriam possíveis. Esta decisão que parece tão fácil de analisar não é simples para a maioria de nós, pois parece que, como dissemos anteriormente, nos nossos modelos é imprescindível ter um companheiro.

Seja como for, para se apaixonar por outra pessoa primeiro é preciso se apaixonar por si mesmo, o que nos conduzirá a alcançar o equilíbrio interior dentro da solidão, uma grande companheira de viagem com a qual todos deveríamos falar no transcurso do nosso trajeto vital.

Fonte do texto: publicado por A mente é maravilhosa no site: https://osegredo.com.br/2016/06/ha-momentos-em-que-solidao-e-o-preco-da-liberdade/

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O QUANTO PESSOAS SÃO IMPORTANTES EM NOSSAS VIDAS…

 Pessoas. O que dizer delas? O que dizer de nós mesmos? Estamos rodeados de suas presenças, muitas por toda a nossa vida.

Desde as mais felizes até as mais pessimistas. As puramente loucas e criativas e que a gente ama, às que não fazem nada sem que tudo esteja programado e o Universo conspirando a favor.

Eu costumo pensar algumas vezes o que todas já fizeram para que eu estivesse aqui. Mesmo aquelas que pouco conheci ou que pouco soube de sua existência. Foi o amigo do amigo que moveu alguma coisa em alguma circunstância e que fez com que coisas dessem certo.

Pessoas nos enchem a alma. Nos despem da ingenuidade e nos propõe ver a vida de ângulos diferentes. Pessoas nos livram de outras pessoas. Quantas nos olham admiradas. Quantas apenas nos olham e parece que nos cuidam.

Pessoas surgem de repente como querendo fazer parte da nossa caminhada. Uma ideia, uma dica, uma palavra e nos sacodem da inércia. Em muitas viagens estamos no mesmo barco. E enfrentar as ondas parece tão tranquilo.

Certa vez Walt Disney disse “Você pode sonhar, criar, desenhar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo. Mas é necessário ter pessoas para transformar seu sonho em realidade.”

Ele soube muito bem o que estava falando. Enquanto alguns o despojavam de seus sonhos ele se vestia de pessoas para ser quem foi.

Há pessoas tão inteligentes que nos intimidam. Tão boas no que fazem que provocam certa inveja. Que nos provocam a ser melhores. Pessoas que parecem anjos.

Aquelas que queremos encontrar na próxima esquina, na próxima parada. Queremos sempre encontrar de novo ou voltar no tempo. De algumas copiamos o estilo, de outras o entusiasmo, outras o charme. Desejamos um pouco de cada uma quando nos enchemos de nós.
 Pessoas que nem sequer deciframos, mas nos instigam. Corpo, alma, atitudes. Que nos fazem enxergar a estrada. Nos tiram do sério e da dor. Não nos cobram ou tem toda razão de exigir o nosso melhor.

Quantas pessoas importantes estão em nossas vidas. Quantas leves, bem humoradas, distraídas observando o lado bom das coisas, sem frescuras e censuras. Que comem doces, que dançam sem vergonha, que riem alto.

Benditas as pessoas que não falam em tempo. Que vivem o hoje e planejam o futuro sem a menor cerimônia. Aquelas que não desistem de nós e nos suportam quando nem nós nos aguentamos.

Fonte do texto: postado por Kênia Casagrande no site: https://osegredo.com.br/2016/06/o-quanto-pessoas-sao-importantes-em-nossas-vidas/

NÃO SE CUIDAR É UMA FORMA DE AGREDIR A SI MESMO(A)!

 Há muitas formas de se cuidar, já que nos cuidamos com todas aquelas condutas por meio das quais nos mostramos amor, respeito e dedicação. Quando deixamos de nos cuidar acabamos tirando valor de nós mesmos, deixamos de dar importância a nossas necessidades e de algum modo estamos nos agredindo através de nossas próprias atitudes.

Muitos de nós adotamos uma lista de pessoas das quais cuidamos, acreditando que há pessoas que precisam de nossos cuidados, e passamos todos na nossa frente. Pensamos que temos força o suficiente para atender aos outros antes de atender a nós mesmos. Isso, como veremos ao longo desse artigo, é um grave erro.

“Não se trata de passar o cuidado dos outros para o primeiro plano, antecedendo inclusive o cuidado de si mesmo: o cuidado consigo mesmo é eticamente o primeiro à medida em que a relação consigo mesmo é ontologicamente a primeira”.
-Michel FocaultCuidar-se supõe uma responsabilidade com nós mesmos, para atentar tanto para nossa vida física, quanto para a espiritual, a psicológica ou a emocional, já que somos formados por um conjunto de dimensões que forma uma globalidade interligada que deve ser levada em conta, e nenhum desses aspectos deve ser descuidado.
Compreender o que significa se cuidar

Tente por um momento refletir sobre isso: o que é cuidar de mim? O que estou fazendo para cuidar de mim? A forma como cuidamos de nós diz muito sobre como nos encontramos atualmente, já que está estreitamente relacionada com nosso estado de ânimo e nossa autopercepção.

Cuidar-se significa levar-se em conta, escutar as próprias necessidades e compreender que temos direito de nos sentirmos bem. É entender e reconhecer nossa existência, sabendo que merecemos nosso amor e nossa compaixão além de todos os preconceitos, castigos e cobranças que impomos a nós mesmos.
 Estamos cuidado de nós quando evitamos o que nos produz mal-estar: quando nos afastamos de certas pessoas que nos prejudicam, quando impomos limites em relação ao que queremos e não queremos fazer, e quando nos damos a oportunidade de tomar decisões por nós mesmos, dando prioridade ao nosso bem-estar.

“Não se cuidar é uma forma de autoagressão sutil ou manifesta. Às vezes, como em um estado depressivo, a pessoa está sem energia para ela mesma, e em outros problemas o sujeito reverte sua energia contra si mesmo, aumentando por sua vez a culpa e a autodepreciação”
-Fina Sanz-
Quando deixo de me cuidar estou me agredindo

Não se preocupar consigo mesmo e não se cuidar é uma forma de se agredir e de se desvalorizar. Nossa própria autoestima fica afetada quando não atentamos para nós, já que não estamos cuidando de aspectos básicos do nosso crescimento e aprendizagem. Além disso, é bom prestar uma atenção especial a si já que esta forma de nos agredir é muito sutil, mas não deixa de ser extremamente prejudicial.

É igual a quando deixamos de regar uma planta, impedindo que ela possa viver e crescer de forma saudável.Nós também precisamos nos nutrir e dar atenção a nossas necessidades, que são a fonte da nossa energia. Dessa maneira, damos a nós a oportunidade de desenvolvimento e de explorar nossa felicidade.

“Nutrir a si mesmo de uma maneira que ajude a florescer na direção que deseja é uma meta possível de alcançar, e você merece esse esforço”
-Deborah Day
  Somos responsáveis por gerar em nossas vidas emoções e sentimentos agradáveis. Temos a capacidade de fazer florescer nossa felicidade e dar a ela o maior sentido de nossa existência, compartilhando nosso amor. Dedicar tempo a nós deve ser uma de nossas prioridades, e assim estaremos nos cuidando. Como consequência disso, se fizermos bem feito, poderemos cuidar dos outros depois.

O egoísmo sutil de não atentar a nossas necessidades

Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, o egoísmo aparece realmente quando não damos atenção a nós, quando consideramos que estamos nos voltando mais para os outros do que para nós mesmos. Longe de ser um gesto altruísta e amável, supõe na verdade um descuido que nos impede de nos ouvir e compartilhar tudo o que temos e somos.

Não podemos dar nada que não temos, e se não contamos com nosso amor, respeito e compreensão, dificilmente poderemos oferecê-lo para os demais. Sem ser conscientes disso, acabamos mendigando aos outros o que nós mesmos não nos damos. Nos apoiamos nos outros não atentando para o que realmente precisam, mas sim para tentar encontrar sensações positivas que não conseguimos de nós mesmos.

Os que se comportam como salvadores e cuidadores na vida são muito inconscientes do próprio egoísmo, porque acreditam estar no ponto contrário: do desprendimento, da generosidade, do altruísmo e da amabilidade. Mas para chegar a esse ponto o primeiro passo é estar bem, escutar a si mesmo e amar-se, ou então tudo o que oferecemos aos outros estará contaminado por nossa falta de amor próprio.
“Minha própria pessoa deve ser um objeto de meu amor igual ao que é outra pessoa. A afirmação da vida, da felicidade, do crescimento e da liberdade pessoal está arraigada na própria capacidade de amar, isto é, no cuidado, no respeito, na responsabilidade e no conhecimento. Se um indivíduo é capaz de amar produtivamente, também ama a si mesmo: se só ama os outros, não pode amar em absoluto”. 
-Erich Fromm-

Fonte do texto: A mente é Maravilhosa - via: https://osegredo.com.br/2016/06/nao-se-cuidar-e-uma-forma-de-agredir-si-mesmo/

NÃO FAÇA AOS OUTROS O QUE VOCÊ NÃO GOSTARIA QUE FIZESSEM PARA VOCÊ: UM CLICHÊ QUE NUNCA SAI DE MODA!

 “Por outro lado, devemos considerar mais os sentimentos das pessoas antes de fazermos algumas escolhas e tomarmos algumas atitudes. Quando somos levianos e vamos passando por cima das pessoas , sem parar para pensar que podemos estar magoando-as, oprimindo-as , colocando-as em situações constrangedoras e/ou estafantes , estamos promovendo uma corrente de sofrimento. Sim, pequenas atitudes bondosas e maldosas podem salvar ou estragar o dia de outra ou outras pessoas. Pequenas atitudes podem melhorar ou piorar a semana , o mês …quiçá, o ano de outras pessoas.’’

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Ok.Ok.Ok. Às vezes é inevitável e a gente acaba pisando na bola. Às vezes, a gente pisa na bola e nem se toca. E ficamos com cara de “Ah?” quando alguém que nos tratava com cortesia , passa a nos tratar secamente ou pior ainda: passa a mudar de calçada quando nos avista ao longe.
 Na vida não temos controle sobre tudo. Às vezes, a boca vai mais rápido do que a cabeça. Às vezes, a gente faz apenas uma brincadeira e é mal interpretado. Às vezes, a gente não está num bom dia e acaba sendo mais frio do que o normal, o que pode gerar uma visão alheia equivocada a nosso respeito.

Por outro lado, muitas e muitas vezes, quando pisamos na bola , sabemos exatamente o que estamos fazendo. As motivações para pisar na bola são variadas, mas neste post , quero me centrar naquelas bobagens que a gente faz movido por sentimentos mesquinhos.

Existe uma grande diferença entre negar uma ajuda a uma pessoa por preguiça e negar uma ajuda pelo prazer de negar. Existe uma grande diferença entre magoar uma pessoa porque no afan de sermos felizes , vamos passando por cima de tudo e de todos e magoar alguém por maldade, por necessidade de parecer maior do que o outro, pelo simples prazer de dizer que levou a melhor.

Como diria a personagem teatral Blanche Dubois, a única coisa imperdoável é a maldade deliberada e gratuita.

Sim, parece óbvio, parece clichê , lugar comum, frase pronta, esvaziada de um real significado. Mas não fazer aos outros aquilo que não gostaríamos que fizessem a nós talvez seja o cerne de toda bondade , de todo pensamento religioso, moral e humanitário. Talvez seja a melhor e ao mesmo tempo mais possível maneira de “amarmos” o nosso próximo. Coloco amarmos entre aspas porque o amor é espontâneo e não amamos a todos. Não existe lei ou preceito religioso capaz de nos fazer amar a todos. E como diria Freud , o nosso amor perderia o valor se fosse dispensado a todos.

Por outro lado, não amar não significa que devemos magoar. Independente dos sentimentos que as pessoas nos despertam, não devemos impor a elas o que para nós é intolerável, o que para nós provoca grande dor. Ok.Ok.Ok. A gente não é obrigado a distribuir beijinhos e sorrisinhos para todos. Se alguém me trata secamente , não sou obrigado a ser mega doce e carinhosa. Se alguém abusa da minha boa vontade e/ou me ironiza, não sou obrigada a puxar papo e ser gentil. Me sinto no direito de passar reto, como se não tivesse vendo a pessoa em questão. Não preciso agredir, ser hostil. Mas também não preciso fingir que está tudo bem.

Por outro lado, devemos considerar mais os sentimentos das pessoas antes de fazermos algumas escolhas e tomarmos algumas atitudes. Quando somos levianos e vamos passando por cima das pessoas , sem parar para pensar que podemos estar magoando-as , oprimindo-as , colocando-as em situações constrangedoras e/ou estafantes , estamos promovendo uma corrente de sofrimento. Sim, pequenas atitudes bondosas e maldosas podem salvar ou estragar o dia de outra ou outras pessoas. Pequenas atitudes podem melhorar ou piorar a semana , o mês …quiçá, o ano de outras pessoas.
 Se a gente tivesse mais noção do impacto que alguns gestos nossos provocam na vida alheia , seríamos muito mais cuidadosos. Se a gente compreendesse o quanto pequenos gestos interferem na vida alheia , ao estilo efeito borboleta, pensaríamos mais vezes antes de optarmos por soluções mesquinhas , preguiçosas, arrogantes.

Eu sei…não é fácil. Teoricamente é tudo muito simples e linear. Na prática , nem tanto. Só sei , que de alguma forma , todo o sofrimento que produzimos na vida do outro , regressa a nós , em algum momento, por meio de uma outra pessoa. Realmente não sei explicar o porquê e já perdi a pretensão de obter tal resposta. Mas sinto que mais cedo ou mais tarde tudo volta de alguma forma. E muitas vezes , este regresso é a nossa salvação. Salvação no sentido de compreendermos o mal que fizemos a outra pessoa. Sim, muitas vezes , precisamos provar do nosso próprio veneno para sabermos o quanto ele é amargo e como fomos egoístas obrigando outras pessoas a tomá-lo.

Fonte do texto: escrito por Silvia Marques no site: https://osegredo.com.br/2016/06/nao-faca-aos-outros-o-que-voce-nao-gostaria-que-fizessem-para-voce-um-cliche-que-nunca-sai-de-moda/

CASAMENTO, MODO DE USAR:

 Case-se com alguém que adore te escutar contando algo banal como o preço abusivo dos tomates, ou que entenda quando você precisar filosofar sobre os desamores de Nietzsche.

Case-se com alguém que você também adore ouvir. É fácil reconhecer uma voz com quem se deve casar; ela te tranquiliza e ao mesmo tempo te deixa eufórico como em sua infância, quando se ouvia o som do portão abrindo, dos pais finalmente chegando. Observe se não há desespero ou insegurança no silêncio mútuo, assim sendo, case-se.

Se aquela pessoa não te faz rir, também não serve para casar. Vai chegar a hora em que tudo o que vocês poderão fazer, é rir de si mesmos. E não há nada mais cruel do que estar em apuros com alguém sem espontaneidade, sem vida nos olhos.

Case-se com alguém cheio de defeitos, irritante que seja, mas desconfie dos perfeitinhos que não se despenteiam. Fuja de quem conta pequenas mentiras durante o dia. Observe o caráter, antes de perceber as caspas.

Case-se com alguém por quem tenha tesão. Principalmente tesão de vida. Alguém que não lhe peça para melhorar, que não o critique gratuitamente, alguém que simplesmente seja tão gracioso e admirável que impregne em você a vontade de ser melhor e maior, para si mesmo.

Para se casar, bastam pequenas habilidades. Certifique-se de que um dos dois sabe cumpri-las. É preciso ter quem troque lâmpadas e quem siga uma receita sem atear fogo na cozinha; é preciso ter alguém que saiba fazer massagem nos pés e alguém que saiba escolher verduras no mercado. E assim segue-se: um faz bolinho de chuva, o outro escolhe bons filmes; um pendura o quadro e o outro cuida para que não fique torto. Tem aquele que escolhe os presentes para as festas de criança e aquele que sabe furar uma parede, e só a parede por ora. Essa é uma das grandes graças da coisa toda, ter uma boa equipe de dois.

Passamos tanto tempo observando se nos encaixamos na cama, se sentimos estalinhos no beijo, se nossos signos se complementam no zodíaco, que deixamos de prestar atenção no que realmente importa; os valores. Essa palavra antiga e, hoje assustadora, nunca deveria sair de moda.

Os lábios se buscam, os corpos encontram espaços, mas quando duas pessoas olham em direções diferentes, simplesmente não podem caminhar juntas. É duro, mas é a verdade. Sabendo que caminho quer trilhar, relaxe! A pessoa certa para casar certamente já o anda trilhando. Como reconhecê-la? Vocês estarão rindo. Rindo-se.

-Desconheço autor

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

FICAR SOZINHO(A) É MELHOR DO QUE ESTAR COM ALGUÉM QUE NÃO TE MERECE

 Há momentos em nossas relações em que podemos começar a nos perguntar o quão felizes seríamos se não estivéssemos mais com esta pessoa.

O amor é um conceito muito complicado. Você realmente tem que começar a pesar os prós e contras de um relacionamento, especialmente se está dizendo a si mesmo que você estaria melhor sozinho do que com essa pessoa.

Pode ser uma coisa difícil de admitir para si mesmo no início, mas você pode ter que considerar estas quatro razões para ver se não seria melhor deixar alguém que realmente não te merece.


1.Diminuir a sua autoestima

Se o seu relacionamento começou a diminuir lentamente sua autoestima, simplesmente porque a outra pessoa não tem nada de positivo para dizer sobre você ou sobre coisas que está fazendo, então pode ser hora de você considerar deixar esta pessoa e encontrar o seu próprio caminho na vida mais uma vez.

2.Redefinir suas prioridades

Se você já começou o processo de deixar o seu relacionamento, então estar sozinho dá-lhe a oportunidade perfeita para redefinir as suas prioridades no mundo. Você pode começar a se concentrar no que realmente precisa começar a acontecer na sua vida para que possa ser feliz mais uma vez. Sua felicidade é a única coisa importante neste momento no tempo. Você deve fazer tudo em seu poder para consegui-la. Encontre a alegria em sua vida novamente, tenha significado, sinta o ar em seus pulmões, e comece a sentir sua liberdade.


3.Reviver o passado

Não fique pensando no passado de seu relacionamento; isso vai dificultar o seu processo de superar algo que era extremamente tóxico para você. Você pode sentir um monte de pesar por desperdiçar tanto tempo com essa pessoa. Em vez disso, deve pensar em todas as novas aventuras que vai experimentar em sua vida sem ela. Você pode fazer o que quiser, e se ainda está revivendo o passado, então não está totalmente vivendo no momento presente.

4.Vampiros de energia

Se a pessoa com quem você está constantemente drena toda a sua energia, então pode ser tempo de você considera ficar um pouco sozinho. Você vai precisar se recuperar de toda a energia que você perdeu com esta pessoa que não te merece. O processo de cura vai ser difícil, mas é muito importante encontrar motivação em sua vida cotidiana mais uma vez.

Fonte do texto: Higher Perspectives - traduzido pela equipe do site: https://osegredo.com.br/2016/06/ficar-sozinho-e-melhor-do-que-estar-com-alguem-que-nao-te-merece/

FAÇA UMA COISA BOA PARA OS OUTROS. VÁ CUIDAR DA SUA VIDA PRIMEIRO!

 Isso mesmo. Cuidar, tomar conta, arcar com as consequências, fazer acontecer. Encarregar-se. É disso que o mundo precisa: gente capaz de se responsabilizar por si mesma, de bancar a própria conta, assumir a própria vida em vez de abraçar o que não pode e atrapalhar mais do que acudir.

A amiga me perdoe, o amigo me desculpe, mas tem gente demais achando que vai dar jeito nas questões políticas, no problema ecológico, na camada de ozônio, na violência urbana e em toda aflição do nosso tempo sem antes resolver suas pelejas pessoais.

Não é egoísmo. Não é, não. É o mínimo de senso prático. Quem não dá jeito na própria vida não pode ajeitar a dos outros. Faz mal! Uma existência bagunçada não pode organizar nenhuma outra. Primeiro a gente arruma a nossa casa. Conserta os vazamentos, troca as lâmpadas queimadas, esfrega o chão encardido, descongela a geladeira, manda fora o que já não vale, lava, enxuga e guarda a louça, depois recebe quem quiser e puder.

Uma coisa é contribuir com a campanha do agasalho, doar o que lhe sobra, assinar uma rifa aqui e ali, fazer o que pode dessas coisas boas que deixam o dia e a consciência mais leves. Outra bem diferente é ignorar as próprias mazelas, fingir que elas não existem e embarcar na ilusão ou na mentira de que podemos esquecer nosso quintal e dar jeito no mundo. Tá aí um enorme e escandaloso equívoco.

 Não é possível deixar nosso problema trancado em casa e correr para a rua decididos a resolver o aperto alheio. Nossos impasses não ficam em casa. Eles fogem e nos perseguem. Arrombam a porta, escapam pelos vãos, passam por debaixo do portão e vêm junto. No fim, de algum jeito levamos para o outro mais um inconveniente. O nosso.

Protelados, nossos abacaxis florescem em hortas infinitas dentro de nós. Multiplicam-se em pomares robustos, brigando por pedaços de terra com caquis que amarram na boca e limões azedos, rodeados por cercas enormes, tomadas de pepinos e abobrinhas de todas as classes. Não se pode lhes dar as costas, não se deve oferecê-los às visitas nem muito menos passá-los adiante para que os outros os descasquem por nós ou, quem sabe, nos ajudem a esquecê-los até que eles apodreçam ou explodam na próxima hecatombe.

É preciso cuidar da terra, machucar as mãos na enxada, carpir o mato, podar os galhos, mandar os abacaxis, caquis, limões, pepinos, abobrinhas e afins a destino certo. Antes de tratar do outro é melhor dar um jeito em nossas próprias questões.

No mau sentido, cuidar da vida alheia é um péssimo hábito. Perseguir os passos do outro, julgar, desdenhar, invejar suas conquistas sempre serão gestos horríveis. Já no bom sentido, cuidar do outro carece primeiro estar em condições de fazê-lo.

Quem não sabe nadar não pode pular na água e socorrer alguém que se afoga. É melhor correr e chamar um salva-vidas. Desprezar essa regra nunca vai dar em boa coisa, mesmo com toda a boa intenção do mundo. Porque você sabe: de boa intenção o inferno sempre foi cheio.



Fonte do texto: postado por André J. Gomes no site: https://osegredo.com.br/2016/07/faca-uma-coisa-boa-para-os-outros-va-cuidar-da-sua-vida-primeiro/